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quarta-feira, janeiro 13, 2016

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Não consigo deixar de sorrir (nem que seja só por dentro) com um anúncio de "dentaduras para cães"... em particular por causa deste cão.
O que me leva ao sorriso não é a dentadura, o cão ou a conjugação de ambos no seu todo... é que este cão, lembra-me uma pessoa de quem muito gostava (sim, no passado) e simplesmente, não consigo dissociar as rugas e a dentadura contra-natura que o cão apresenta, das rugas e de uma dentadura muito pouco natural que ela tinha... pobre coitada... lembrada por um cão... faz-me rir até chegar às lágrimas.

segunda-feira, novembro 02, 2015

dia dos mortos

Imagem tirada de:
http://mayonevfx.blogspot.pt/2013/11/dia-de-los-muertos.html
Nestes dias temos o dia das bruxas (ou halloween) dia 31 de Outubro, temos o dia 1 de Novembro que é o dia de todos os santos e temos o dia 2 de Novembro (hoje) que é o dia dos mortos (ou dos finados).
Todos eles estão ligados aos mortos, o dia de todos os santos era aproveitado, por ser feriado, para visitar os cemitérios, antecipando assim o dia de finados que lhe seguia, já o halloween não passa de uma noite importada dos Estados Unidos porque é bom para o comércio (e fruto da americanização da cultura) que derivou da cultura Celta.
Temos o "doçura ou travessura" (frase hedionda!) e perdemos o "pão por Deus", substituímos os versos proferidos num peditório por um punhado de maldades que se podem fazer se não se receber doces.
Qualquer um deles, o dia da bruxas ou o dia de todos os santos, têm pouco que me diga (tirando talvez algumas obras de arte feitas em abóboras), já o dia dos mortos... serve-me para lamentar, com saudade, familiares ou amigos ou até conhecidos, humanos ou não, que já partiram por doença, acidente ou... por tempo.

Aos mortos... que enquanto tivermos memória, continuaram vivos em nós!

segunda-feira, junho 01, 2015

Manchinha

Da ninhada de três que ali nasceu, duas acabaram por ficar a guardar a casa, a Striper e a Manchinha.

Se a Striper só se deixava tocar quando lhe apetecia e gostava de entrar dentro dos carros de gente conhecida, a Manchinha não achava grande piada a espaços fechados e adorava que a afagassem... era tão dada ao contacto físico com os humanos (de estimação) residentes, que chegava a saltar para o colo de alguns quando eles não esperavam para receber festas.
Sabia os horários de cor, pois era nessas alturas que tinha a certeza que lhe davam de comer, reconhecia o assobio de quem a tratava e passava horas a fazer testes de ressonância às mesas e bancos de madeira...
Perdi a conta às vezes que a encontrei longe de "casa" camuflada na erva seca ou sentada em cima de cepos a apanhar sol... perdi também a conta às vezes que lhe limpei os olhos, às vezes que a chamei à hora do jantar e que a catei das carraças que não conseguia tirar depois de ter perdido a irmã... perdi a conta, tal como outros perderam a conta às vezes que lhe fizeram estas e tantas outras coisas como abrigarem-na do frio e da chuva.
Quis o universo que, hoje, passados alguns anos, tivesse o mesmo destino da sua irmã Striper, a Manchinha foi colhida por um automóvel e assim ficámos nós, os seus humanos de estimação, mais pobres de companhia, de amizade, de carinho e de atenção...

quinta-feira, março 12, 2015

Terry Pratchett

YOU FEAR TO DIE?
It's not that I don't want... I mean, I've always...it's just that life is a habit that's hard to break...

Terry Pratchett fez da Morte uma das suas mais intrincadas  personagens doo Disc World... hoje, aos 66 anos, Pratchett recebeu a visita da Morte. Certamente depois de uma quantidade de piadas e graçolas, acompanhou a Morte num último passeio no Binky... boa viagem Sir Pratchett, vou sentir imensa falta do seu humor e da sua capacidade de reverter a realidade em algo capaz de me fazer parecer um maluquinho às gargalhadas nos transportes públicos.

O mundo está cada vez mais pobre... e triste...

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Leonard Nimoy

Não se conhece ficção científica sem ouvir falar de Leonard Nimoy... o homem que deu corpo à personagem ultra-lógica e logicamente ilógica quando a sua lógica não era lógica de forma alguma que era Spock... o Vulcano, que saudava com uma mão em V "live long and prosper", falece hoje aos 83 anos.

Enquanto o Civilization IV correr, terei a sua voz guardada na narração inicial...

terça-feira, setembro 16, 2014

15 anos

Já começa a tornar-se complicado lembrar tudo o que se passou, quer antes quer depois, mas o antes ainda fazemos questão de lembrar quando nos conseguimos juntar, porque, mais cedo ou mais tarde, lá um de nós conta algum episódio que todos outros sabem de cor, mas ouvem e riem como se fosse a primeira vez que ouvem, como se não fossemos todos parte integrante daquela história... e já lá vão 15 anos desde que a chama se apagou... Para sempre, como levava escrita a fita... enquanto houver memória será para sempre!
Fodase o cancro e o tempo!

quinta-feira, junho 14, 2012

foi assim que conheci o "padre" Zé...

Depois de tanto tempo de espera, eis o primeiro dia de trabalho! Os novos elementos foram distribuídos e o meu grupo ficou ao cargo do Zé, um homem alto, bem parecido, com uma camisa irrepreensivelmente engomada, umas botas às quais nos poderíamos ver ao espelho, um tom de voz suave e uma forma de falar extremamente polida e educada, cumprimentou-nos de forma a que cada um se sentisse o centro do mundo naquele instante e lá fomos, recebendo indicações e comentários sobre como era o serviço... e estávamos com sorte, iríamos fazer a fiscalização de um piquenique!
O Zé saiu do jipe e foi seguido de perto por dois elementos "dos novos", o responsável pela organização do piquenique era o padre de uma paróquia próxima... após apresentar-se, apresentou os colegas que o acompanhavam, diz o organizador:
- Eu sou o padre da paróquia de São Domingos, não sei se conhece...
- Conheço perfeitamente... - disse anuindo e sorrindo o Zé, o padre ficou por momentos sem proferir palavra como quem pensa "eis uma ovelha que não se perdeu...", o Zé prosseguiu no seu registo eloquente a conversa de forma a fiscalizar o piquenique, despediu-se de seguida do pároco e encaminhou-se de volta ao jipe enquanto nos mostrava a folha da fiscalização que havia acabado de preencher com uma letra perfeitamente pautada. Entrámos para o jipe, fechou a porta e acenou ao pároco sorrindo, enquanto dizia entre-dentes mas mantendo o tom de voz inalterado...
- Arranca... arranca! Que o padre já 'tava a galar os putos novos!

E assim conheci o Zé, o "padre" que conseguiu fazer o verdadeiro padre ficar sem palavras durante uma conversa de breves minutos, e que, nos ofereceu uma barrigada de gargalhadas dentro do carro com um humor venenoso, é certo, mas oportunista... ainda não há muito, estive a trabalhar com ele, estava cheio de preocupações e projectos para o futuro, e nada poderia fazer prever um desfecho destes, muito menos, um tão violento.

domingo, janeiro 02, 2011

adeus :'(

Foi-se embora a minha boneca de trapos... a minha Emília...

terça-feira, janeiro 12, 2010

aniversário

Veio-me a memória um aniversário há mais de dez anos em que atabalhoadamente conseguimos congeminar um plano para tirar o rapaz de casa, em que a irmã andou a fazer piscinas de minha casa a casa dela para que fosse possível ter tudo pronto.
Quando entrámos em casa deles estava lá o guitarrista, a jornalista, o informático, o segurança e... a boneca insuflável devidamente vestida! Todos, excepto a boneca, cantámos os parabéns acompanhados à guitarra... conseguimos apanhar o aniversariante de surpresa!

sexta-feira, maio 01, 2009

15 anos




A memória do homem que levava no bolso a bandeira austríaca para dedicar a vitória naquela corrida de dia 1 de Maio a um piloto que no dia antes havia falecido pode até estar a perder a cor... pode até, 15 anos volvidos, estar quase só lembrada e escrita num livro onde o seu nome figura 3 vezes, nos anos de 1988, 1990 e 1991.
Rápido, implacável e calculista... tal como ele, o tempo esfuma a memória tirando-lhe a cor e a nitidez. Ao fim de 15 anos, é assim que o lembro...


À chuva em Portugal... que dia!

sexta-feira, janeiro 09, 2009

timeline

Para quem "teima" em viver fora de tempo. Uma leitura adequada para a beira da lareira... ou do aquecedor.

quarta-feira, novembro 05, 2008

michael crichton

Aos 66 anos o cancro ganhou...

Deste não haverá mais :\

O que alguns consideravam um "marrão", para mim misturava ciência com ficção, a dose certa de real e com a devida componente imaginária.

sábado, setembro 22, 2007

mcrae

Agora que já todo o mundo está um pouco mais conformado...

O homem foi... fica a Lenda.

domingo, abril 22, 2007

e então?

Porque é que andas preocupado? - perguntou-me ele, enquanto olha lá para fora por entre as ripas do estore... vestia as mesmas calças de ganga de cor preta pardacenta, que centenas de outras vezes havia usado... o mesmo casaco de ganga azul ruço de uso... tinha as mãos nos bolsos, como tantas vezes o vi fazer (porque é que estou com a senseação que já escrevi isto?)... estava visivelmente magro e tinha o cabelo rapado...
Caminhei até à janela, olhei para ele, confirmei que para além de todos os outros pormenores (onde nunca me enganaria), era realmente ele... a cara, e o olhar castanho escuro... era ele sem dúvida! Dirigi o olhar para o lado oposto ao dele, para a minha direita... o silêncio mantinha-se, não havia pressa na resposta. Eu não gostava da resposta. A resposta que tinha para lhe dar implicava admitir a minha incapacidade (era algo em que havia trabalho arduamente), mesmo para com ele, sendo ele quem era, não era coisa que eu fizesse de ânimo leve. Olhei... estacionado lá em baixo estava um automóvel de dois volumes, preto, um pug... nada de especial. Era igual a milhares de outros... excepto... - Ainda não está a funcionar como eu quero... - algo era meu naquele automóvel - Hás-de encontrar a solução...

Ainda não a encontrei... mas acredito que já estive mais longe.

quinta-feira, abril 05, 2007

e ao fim de tudo?

Cansados, eu arranhado, ambos com uma meia-dúzia de fotos tiradas com uma agfamatic que o meu avô me ofereceu faz agora 28 anos, com os ouvidos a zumbir do som abrangente, rouco e orquestral de máquinas que não voam porque "o engenheiro" lhes esculpiu as asas de forma invertida... ainda tivemos direito a creme para as queimaduras... uma pequena cortesia do sol encoberto que estava no Estoril nesse sábado... no dia a seguir haveria mais! Com mais emoção... repartida por duas mangas.
"Se tivesse namorada ia com ela... assim vamos os dois."

25 de Maio de 96...


Obrigado... mesmo depois de te rires à gargalhada do meu espalhanço! :)))

e o regresso?

Recordas-te? Da corrida para a camioneta que passava de 45 em 45 minutos? Pois! Tu lembraste é do espalhanço que mandei na corrida para a paragem... ahahahah! Como é que alguém cai e não para de cair numa superfície horizontal? Ahahahahah! Como ficaram os posters? Boa!... Só se aproveita um deles, o da flecha de prata do Bern...
E o grupo de escuteiros no comboio? Aquele que ocupava meia carruagem, e enchia a totalidade da carruagem com aquela música tocada com um "tazo".
- A rapariga tem uns olhos azuis... - disseste-me tu. E tinha! Um dos "garotos" tinha um chapéu igual ao meu (torcia por "itália" mas o chapéu tinha uma marca alemã de três pontas cingida por uma circunferência) - Olha! Ele tem um chapéu igual ao teu! - e tornámo-nos o centro da atenção daquele grupo, uma atenção despoletada por um pequeno dedo indicador - Não se aponta que é feio!
Estação, saíamos, o "crianço" que tinha um chapéu igual ao meu ficou com o único poster sobrevivente da minha "aterragem" - Tás a ver se causas boa impressão? - sorri - Olha! O que o rapaz que tinha o chapéu igual ao meu me deu! - a voz estava cheia de alegria - Ena! Que marca é? - perguntava uma rapariga - É um Mercedes! - dizia o miúdo com tom de conhecedor... a rapariga que tinha falado... era a outra, a que não tinha os olhos azuis como tu gostavas... Irónico?