domingo, novembro 19, 2006
inveja
Enquanto a conversa da interlocutora se desvanecia num conjunto de sons que os meus ouvidos não conseguiam descodificar... o meu olhar prendeu-se numa criança que estava duas mesas atrás de quem me falava. Brincava como qualquer criança da sua idade, e ao olhar-me envergonhou-se... eu sorri... e ela sorriu de volta... "Tá-te a dar saudade Oliveirinha?"... "Hmm?!"... Falei-lhe da filha de uma amiga, uma criança de dois anos independente como se o mundo fosse dela, queres saber o que invejo?... "Conta-me lá o que é que invejas..." como se isso fosse um tema de conversa bom e agradável de ter... "Invejo a luz do sol porque toca todos os dias a pele... invejo o vento porque, todos os dias, lhe pode acariciar os cabelos."... já não falava da criança.
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para pensar
sábado, novembro 18, 2006
fast and furious?
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sexta-feira, novembro 17, 2006
procura-se
Advogado(a) de acusação.
Com capacidade de argumentação.
Capaz de denegrir, de deturpar, de toldar, de moldar a realidade (e a visão), e que seja de tal forma convincente a ponto de conseguir impingir a qualquer mortal que deus é o demónio.
Bom pagamento.
Candidaturas? Anyone?!
Com capacidade de argumentação.
Capaz de denegrir, de deturpar, de toldar, de moldar a realidade (e a visão), e que seja de tal forma convincente a ponto de conseguir impingir a qualquer mortal que deus é o demónio.
Bom pagamento.
Candidaturas? Anyone?!
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alguém que explique,
crítica destrutiva
quinta-feira, novembro 16, 2006
terça-feira, novembro 14, 2006
barreiras
Sentado numa esplanada fictícia a desfolhar uma revista sobre um tema a gosto... era observado. Observado daquela forma como se observa um estranho numa terra estranha. Nunca antes havia sido visto aqui, não que fosse diferente de alguma forma. Não, nada disso! Apenas não era dali.
Não se enquadrava, reparava nos pormenores como se fosse a primeira vez que ali estava, devia ser de fora... e ali estava, a desfolhar uma revista que ninguém compraria, alheado da atenção que despertava... mexeu-se!
Tentou alcançar algo no bolso, estava a receber uma chamada. Atendeu. Falava com cuidado, tentava não falar alto, mas nota-se algo na sua forma de falar (se eu o conhecesse diria que havia ali algo mais)... quem lhe ligou era relevante.
Ouvi-o dizer - Consegues ver-me? - e levantou-se de seguida... encaminhou-se para o varandim que delimitava a esplanada, e falou de novo - Agora já me vês? - enquanto acenava. Olhando para onde acenava, era visível uma pessoa a acenar de volta... a distância que os separava poderia ser percorrida em menos de um minuto a passo calmo... e em muito menos tempo se não estivesse interessado em manter a pose e corresse, no entanto... havia entre eles um vidro, espesso, quase como que uma parede que os separava... uma barreira intransponível para o tempo que dispunham... ali estavam ambos, à distância do olhar, mas incapazes de se tocarem.

Não se enquadrava, reparava nos pormenores como se fosse a primeira vez que ali estava, devia ser de fora... e ali estava, a desfolhar uma revista que ninguém compraria, alheado da atenção que despertava... mexeu-se!
Tentou alcançar algo no bolso, estava a receber uma chamada. Atendeu. Falava com cuidado, tentava não falar alto, mas nota-se algo na sua forma de falar (se eu o conhecesse diria que havia ali algo mais)... quem lhe ligou era relevante.
Ouvi-o dizer - Consegues ver-me? - e levantou-se de seguida... encaminhou-se para o varandim que delimitava a esplanada, e falou de novo - Agora já me vês? - enquanto acenava. Olhando para onde acenava, era visível uma pessoa a acenar de volta... a distância que os separava poderia ser percorrida em menos de um minuto a passo calmo... e em muito menos tempo se não estivesse interessado em manter a pose e corresse, no entanto... havia entre eles um vidro, espesso, quase como que uma parede que os separava... uma barreira intransponível para o tempo que dispunham... ali estavam ambos, à distância do olhar, mas incapazes de se tocarem.

Estavam tão perto... e ainda assim, tão longe.
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paint shop pro
segunda-feira, novembro 13, 2006
porque há "culpas" a atribuir
sábado... domingo... segunda...
Pegar na trouxa e ir... palmilhar quilómetros pelo prazer de conduzir... dezenas... centenas... e porque não milhares de quilómetros? Só pelo prazer de ver os números no odómetro passarem... mais uma volta... mais uma centena... mais logo um milhar...
Sim... é pelo prazer que me dá que vou para algures... pelo nervoso que a incógnita sobre o desconhecido me causa... porque sem incógnita isto seria um charco a evaporar ao sol de Junho... e à beira de água!... porque há cogumelos alucinogénios e noz...
Pelo prazer de ir... parar... relaxar... de ser recebido como se fosse da família... pelo pesadelo de regressar... pelo instante de adormecer aconchegado e quente, enquanto me esqueço que tenho uma vida...
Tirei a goma aos pneus... e ainda estou de férias!
Sim... é pelo prazer que me dá que vou para algures... pelo nervoso que a incógnita sobre o desconhecido me causa... porque sem incógnita isto seria um charco a evaporar ao sol de Junho... e à beira de água!... porque há cogumelos alucinogénios e noz...
Pelo prazer de ir... parar... relaxar... de ser recebido como se fosse da família... pelo pesadelo de regressar... pelo instante de adormecer aconchegado e quente, enquanto me esqueço que tenho uma vida...
Tirei a goma aos pneus... e ainda estou de férias!
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terça-feira, novembro 07, 2006
argh
Nunca mais é sábado!
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quinta-feira, novembro 02, 2006
when...
when you have archived to touch paradise, you may just love earth... but it will only happen for one single and brief instant, because you'll live striving to get back and touch it again!
domingo, outubro 29, 2006
crónica do inevitável
"Durante anos não conseguimos falar de outra coisa. O nosso comportamento diário, até então dominado por tantos hábitos lineares, começara subitamente a girar à volta de uma ansiedade comum. Surpreendiam-nos os galos ao amanhecer quando tentávamos ordenar os inúmeros acontecimentos fortuitos encadeados que tinham tornado possível o absurdo (...)"
C em R?
C em R?
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