segunda-feira, dezembro 11, 2006

natal

Posso pedir uma "coisa"?
Gostava de pedir...
Posso?
Poooooosso?
Posso mesmo?Bolinhos pequeninos!

terça-feira, dezembro 05, 2006

mau (início de) dia

O telefone tocou. Ao atender, ouviu a voz de alguém que lhe era particularmente importante. A conversa, essa já ele esperava mais cedo ou mais tarde. Havia alterações, mudanças, que se impunham... coisas da vida! Eram como... duas linhas parelelas... mas que nunca se tocam entre si. Ele ficaria bem, havia prometido que sim... mesmo assim, ao desligar, não pode deixar de maldizer o destino, mas só e apenas, para com os seus botões.
Parece que havia greve dos transportes, as ruas da cidade estavam cheias de um colesterol de diversas cores e tamanhos. Acabou por chegar atrasado ao emprego... o trânsito a isso o obrigou, mas quem manda, não tem esses problemas... não precisa de cumprir horários.
Quem poderia ser agora? O telefone voltava a dar sinal... atendeu... estupefacto, deixou-o cair... pegou nas suas coisas, deixou o computador ligado, ouviu o chefe chamá-lo, e saiu sem dar explicações a ninguém... meteu-se no carro cor de prata e... parecia um avião prester a lançar-se no ar!
Estava frente a uma mulher... abraçava-a, enquanto ela tentava dizer qualquer coisa... qualquer coisa que ele queria saber, tinha que saber! Já não era nada cedo, desde manhã cedo que não comia... entraram num café cheio de gente... sentaram-se onde era possível. Enquanto a mulher que o havia colocado neste mundo, lhe contava a situação estúpida e descabida que havia levado a este fim, ele sentia uma imensa angústia sufocar-lhe o peito... uma imensa e crescente angústia conforme ia visualizando, com os olhos da mente, o que se tinha passado mais cedo nesse dia... pousou os cotovelos no tampo da mesa, e segurou a cabeça numa posição em que ninguém, nem mesmo sua mãe lhe podesse ver os olhos... podia dar-se ao luxo de chorar?... deixou a mágoa inundar-lhe os olhos... e chorou. Seu pai estava morto...

(medicamento não sujeito a receita médica, em caso de dúvida ou persistência dos sintomas consulte o seu médico)

segunda-feira, dezembro 04, 2006

direito


conjunto de leis e disposições legais que regulam obrigatoriamente as relações da sociedade, quer do ponto de vista da sociedade, quer do ponto de vista das pessoas, quer do ponto de vista dos bens.

quinta-feira, novembro 30, 2006

corremos o mundo...

... e tocámos a mesma música para 3500 pessoas. De seguida pedimos para ligarem a alguém... uma tentou ligar a dizer "Gosto de ti"... mas lixou-se! Não lhe atenderam o telefone... eheheh!

Nokia (blogger... msn... wiskas saquetas...) connecting people!

terça-feira, novembro 28, 2006

passeios

Para aqui ou para além? - Vamos por este lado agora. - Encostado a um varandim enferrujado, falava de um patético pássaro - Ave. No meu escritório diz-se ave... mas também se diz iáuga ou iáguia. - Uma tão insignifante ave igual a um milhão de outras, foi o centro da conversa. - Do mundo! - Porque isto e porque aquilo... pássaro idiota que se foi embora... e o silêncio? - Fingir ouvir, ou não ouvir e apenas ver? Não! Ousar olhar, assim é que era... o dia era de sol de qualquer maneira... mas não havia areia... - Eram gotas de salpicos certeiras, e o dia ia longo. - Era sábado! Com origem em domingo! E o despertador não tocou. - Aquece os reactores... tens 30 minutos... nevoeiro, chuva, e entulho... Vaaaaai!!! Ou julgas que tens asas como o pássaro?

sexta-feira, novembro 24, 2006

embaraço

- Desculpe... é o Sr. Caracol?
- Sou sim... em que posso ajudá-lo?
- Quase não o reconhecia de bigode.
- Bigode?!
- Sempre bem disposto Sr. Caracol, só faltava dizer que tinha o almoço preso nos dentes!
- A estas horas? Ainda não almoçei!
- É que tem aí uma... errr... coisa...

BB, obrigado pelas fotos!

quinta-feira, novembro 23, 2006

teoria da conspiração

Ontem regressava eu a casa perdido no caos infernal do trânsito, encalhado em semáforos, entalado entre camiões de distribuição, quase que abalroado por peões desnorteados, entre tantas coisas agradáveis que acontecem no trânsito acumulado dentro de uma cidade em hora de ponta... e absurdamente incrementadas quando há chuva, e ia ouvindo rádio. Mas, dizia eu, voltava a casa em hora de ponta, meio mundo (e outro tanto) deixa os trabalhos para ir buscar os crianços (e as crianças) às escolas, creches e afins... e esta música já me está a irritar! Mudo de posto, música depressiva! Mudo de posto... música depressiva outra vez?! Mudo de posto... voltamos ao mesmo!
Será que encontro uma estação com música decente a esta hora?! Nova tentativa, mais música deprimente, mole e terrivelmente descoordenante!
Desliguei aquela miséria (agora compreendo porque é que os carros trazem leitor de cd's, sempre ouvimos o que queremos nas alturas que queremos), e começei a pensar no que levaria aos "programadores de rádio" passar este tipo de música a uma hora destas (pensava nisto quando tava parado nos semáforos... são tantos, e tão demorados, que dá para tudo)... cheguei à conclusão que:
  1. Há que fomentar a desconcentração ao volante... é bom para a economia que haja acidentes.
  2. Os casais quando chegam a casa estão tão "mal" por causa da música que não discordam em nada... a não ser que tenham opiniões diferentes, e se tenham lembrado de "alguém" enquanto ouviam rádio no caminho de casa.
  3. Por último, a pessoa que regressa a casa do emprego, chega a casa tão desalentada que até preferia que ainda estivesse a trabalhar... ora aqui está uma boa maneira (e discreta) de melhorar a productividade!

terça-feira, novembro 21, 2006

noção básica de prioridade

Num cruzamento, tem prioridade quem menos tiver que virar o volante... em caso de empate... passa em primeiro lugar quem detiver em seu poder a viatura mais dispendiosa.
(há dias em q + vale n sair da cama,qto + s tenta,+ merda s faz)

domingo, novembro 19, 2006

inveja

Enquanto a conversa da interlocutora se desvanecia num conjunto de sons que os meus ouvidos não conseguiam descodificar... o meu olhar prendeu-se numa criança que estava duas mesas atrás de quem me falava. Brincava como qualquer criança da sua idade, e ao olhar-me envergonhou-se... eu sorri... e ela sorriu de volta... "Tá-te a dar saudade Oliveirinha?"... "Hmm?!"... Falei-lhe da filha de uma amiga, uma criança de dois anos independente como se o mundo fosse dela, queres saber o que invejo?... "Conta-me lá o que é que invejas..." como se isso fosse um tema de conversa bom e agradável de ter... "Invejo a luz do sol porque toca todos os dias a pele... invejo o vento porque, todos os dias, lhe pode acariciar os cabelos."... já não falava da criança.

sábado, novembro 18, 2006