sábado, agosto 09, 2008

um escudo em ponto pequeno

Já alguém terá reparado na forma ornamentada de um crachá de polícia? Tem a forma de um escudo à semelhança de tantos outros escudos usados em batalhas e guerras que preencheram a História... este tem no entanto a particularidade de representar a base, o dever, de um corpo de polícia, a protecção. O pequeno crachá afirma de forma figurada uma protecção ao cidadão cumpridor, perante quem transgride a Lei (essa eterna violada).
Em tempos tão contorbados como os actuais, tão pequeno escudo nunca poderá proteger quem o ostenta ao peito, ou quem, ocultamente devido às suas funções mais específicas, o carrega no bolso... não deixa de ser "irónico", ao fim de tanto tempo de críticas, de lamúrias e de dedos acusadores apontados aos portadores destes pequenos escudos, que, hoje, um dia após um considerável número de homens detentores de tal pequeno "ornamento metálico" ter passado cerca de oito horas à porta de uma sucursal de um banco, e de o resultado dessas longas horas ter sido um homem abatido e outro internado, os homens do escudo, passaram de bestas a bestiais, e com direito a elogios públicos, quer de quem manda, quer do comum dos cidadãos... francamente? Estava a ver que nunca mais lhes atribuiam o devido valor!

(um local a visitar e a navegar... aqui)

terça-feira, agosto 05, 2008

thoughts about electric sheep

"do androids dream of electric sheep?" de Philip K. Dick

O futuro passado em 1992 é já passado... uma humanidade auto-destruida, como numa outra qualquer "novela" pós-apocalíptica, e máquinas. Muitas máquinas! Capazes de se passar por homens e mulheres, com a capacidade de serem grandes artistas, de imitar a emoção e a reacção emotiva... mas incapazes de tomar conta de um ser vivo. São incapazes de tomar conta de um animal, pois a vida não tem valor, e a sua compreensão sobre os diferentes seres "inferiores" leva ao sadismo de desmembrar um animal (uma aranha), só para observarem, se ele conseguiria andar à mesma.

Ao fim da última página, fica-me uma pergunta, estaremos (nós, como humanidade) lentamente, e fatidicamente, a caminhar para nos tornarmos máquinas/autómatos sem sentimentos "verdadeiros", e sem noção de valor da vida alheia?

segunda-feira, agosto 04, 2008

é oficial!

Tenho mau feitio!

Pelo menos assim o diz, e até me admira que não reclame por escrito, a senhora de roupas elásticas diminutas que voltou atrás para perguntar onde costumava beber água, não fosse o mau feitio ser contagioso... eu vivo num condomínio fechado com piscina na cobertura, segurança à entrada, pago de condomínio o que você ganha num mês (eu é que ganho mal), sou uma mulher com estudos, trabalho num escritório com ar-condicionado, vou de carro (com menos de um ano) para o trabalho, só compro roupa de marca e fora da época dos saldos, vou todas as semanas ao cabeleireiro... pena é, para estas pessoas, que o dinheiro não consiga comprar boa educação, civismo, e um pouco de lógica.
Ficou indignada com a chamada de atenção... temos pena!

O maior estúpido não é o estúpido, é quem se julga mais inteligente e que assim desconsidera a inteligência dos outros.

quinta-feira, julho 31, 2008

olhar para trás

Uma despedida como outra qualquer, ou talvez não fosse bem como outra qualquer, mas era uma despedida. Esta despedida era mais um "até logo" do que propriamente um "até qualquer dia", porque um "adeus" é coisa definitiva, e isso não era de certeza! Ainda assim, caminhei alguns metros enquanto ocupava os tímpanos com um leitor de mp3... parei, não faria diferença, deveriam estar ocupados com comandos bem mais complexos e intrincados do que os de um mp3, diria mesmo que um cz3 até serve para muitas outras coisas, poderia até já lá nem estar, mas ainda assim voltei-me... entre a dúvida da presença, e o desejo de um último vislumbre, voltei-me e parei. Vi, sorri e acenei... "até logo" dizia eu... com pena de ter que partir... acenaram de volta... por mim? Ficava!

segunda-feira, julho 28, 2008

e porque não?

Música do passado para momentos do presente com o pensamento no futuro?



Just two steps behind because of a bit of magic from your soul?
Two steps behind in lots of ways, but I'll be catching up... you bet I will!

domingo, julho 27, 2008

matemática temporal

Foi com alguma surpresa que notei as alterações nos horários do pessoal do escritório... coincidência? Nã!

Eis que o ser supremo farto de que lhe fossem chatear os ouvidos e os olhos com letras, palavras, frases e informações, decidiu por democracia ditatorial, que tal elemento, herói de cortiça (ou cortiço) do povo, ficasse junto de toda a plebe que augura igualar o seu estatuto.

Em antecipação, o escritor e o falador, comentavam entre si o requinte de malvadez do deus das botas altas... e apostavam... uma semana? Uma semana quando estivermos todos! Dou-lhe três dias!... antes do final da primeira semana, em que nunca todos estiveram presentes... e o estado mental vai-se degradando... meu caro... facilmente se depreende... haveis sido "entubado"!

E o inferno toma temperaturas de ar condicionado... relaaaaax...

terça-feira, julho 22, 2008

dias...

Costumam dizer-me em tom de brincadeira "Há manhãs que um homem à tarde não devia sair à noite!", ou por vezes "Há dias que mais valia nem sair da cama"... e se em vez de dias a "coisa" começasse a tomar uma dimensão maior? Sim, maior. Qualquer coisa como semanas, quem sabe até meses... nem quero pensar em anos! Já me começa a parecer que a frase já não se refere a dias, e começa cada vez mais a soar como "Há meses que não devia sair da cama!"... quase que poderia dizer, se fosse médico, que padeço de uma doença que me torna completamente descoordenado a nível motor, de tal forma que, até os mais banais e simples gestos, ou combinações sequenciais de gestos mecanizados, acabam com um completo desastre e a total, ou parcial (mas, muito perto da total), ruína do que quer que seja que estava em meu poder... devo ser um caso clínico... só pode! Ou então é uma dessas fases negras que para aí anda!

sexta-feira, julho 18, 2008

animal de estimação

O "velhote" por aí anda... ora fazendo testes de ressonância no sofá, ora aproveitando o ar em movimento forçado da ventoinha... sempre disse que de quem menos ele gostaria, dos humanos que habitam a minha casa, seria de mim. Sou algo desligado, nem sempre lhe dou atenção, obrigo-o a ter certos comportamentos, ralho com ele quando faz algo que não deveria... é um cão, e o que eu, como humano, vejo como errado, para ele pode ser certo... acabei por tomar, em certa escala, a posição de "dono". Mas eu não sou dono dele... é um companheiro, um "recipiente vivente de feitio moldável"... moldável em parte! Consegui ensiná-lo a não comer coisas que não deve, a parar antes de passar uma estrada (não olha para ambos os lados, mas não se pode ter tudo) e a sentar-se quando, em estado eléctrico, queria pedir "algo"...
Nunca achei que me visse como seu amigo, acho que me vê antes como uma figura algo negra... talvez entre o medo e o respeito, mas num pormenor contraria esta minha ideia do que "pensará" de mim... quando algo o assusta realmente, é para perto de mim que vêm, e se não estiver presente, é no meu quarto que se abriga/esconde/protege. Talvez para ele, eu afinal não seja tão assustador e, talvez, só talvez, por entre todo aquele pêlo branco macio, que tantas vezes lhe oculta os olhos, ele me veja como um porto de abrigo protector.

Afinal sabes que a "disciplina" é para teu bem, e é assim que demonstras o teu afecto para comigo... bola de pêlo.

quarta-feira, julho 16, 2008

acidentes de viação

Se a maioria dos automobilistas, ocasionais ou não, fizesse ideia da quantidade imensa de papéis que é preciso preencher, volver, empurrar, despachar, fotocopiar, entregar, carimbar, e até mesmo arquivar... se tivessem noção da quantidade de tempo que se perde em consultas e exames médicos, que se perde a fazer levantamentos de danos e descrições de acidente... se sonhassem a despesa que causam em combustíveis (ou mais genericamente, energia) por não pararem num...


... ou abriam os olhos, ou deixavam de ir "na brincadeira" dentro do carro, ou mais simplesmente, e há quem ache que era a solução adequada...

DEIXAVAM O CARRO EM CASA E ANDAVAM DE TRANSPORTES PÚBLICOS PARA EVITAR TENTATIVAS DE HOMICÍDIO!!!!


O condutor abalroado agradece...

segunda-feira, julho 14, 2008

magro? eu?!

Tem-se certeza que se é demasiado magro, não é quando chove e se consegue passar por entre as gotas da chuva, é quando se entra num desses elevadores com um gráfico indicador do peso no interior da cabine, que varia de verde a vermelho, e nem sequer a luz referente às 500 gramas acende! Mas nem que ande aos saltos dentro da cabine!