sexta-feira, janeiro 30, 2009
sexta-feira, janeiro 23, 2009
tiques e jeitos
Já todos devem saber, com tanta caricatura, e dado a atenção que dão a certas personalidades, que certos e determinados valores desportivos são limitados no vocabulário. Não quero com isto dizer que sejam piores que a restante pandilha, nada disso! Aliás, posso afirmar com algum grau de certeza que, a grande maioria das pessoas é completamente imbecil na forma de falar (estou na minoria que é apenas imbecil, a "minoria étnica" no que toca à expressão oral são pouco mais que um punhado de seres realmente sapientes).
Um dos pontos em que a caricatura é obrigatória no último premiado nacional (a nível internacional) no desporto é o "penso que" (proferido penske).
O que a grande maioria das pessoas não sabe, é que o tal desportista derreteu o seu ferrari 599 gtb Fiorano (de 254.700€!) como forma de agradar ao seu patrocinador de longa data e presente a todos os momentos no seu vocabulário, a Penske... desta forma tão, digamos, "original", o referido desportista conseguiu amealhar mais uns cobres ao seu, já de si, avultado património. E tudo isto a bem das boas relações entre patrocinador e patrocinado.
254,7 mil... vou ter que trabalhar pelo menos 17 anos para lá chegar.
Um dos pontos em que a caricatura é obrigatória no último premiado nacional (a nível internacional) no desporto é o "penso que" (proferido penske).
O que a grande maioria das pessoas não sabe, é que o tal desportista derreteu o seu ferrari 599 gtb Fiorano (de 254.700€!) como forma de agradar ao seu patrocinador de longa data e presente a todos os momentos no seu vocabulário, a Penske... desta forma tão, digamos, "original", o referido desportista conseguiu amealhar mais uns cobres ao seu, já de si, avultado património. E tudo isto a bem das boas relações entre patrocinador e patrocinado.
254,7 mil... vou ter que trabalhar pelo menos 17 anos para lá chegar.
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quinta-feira, janeiro 22, 2009
euromilhões
Ganhar o euromilhões actualmente é, ter um emprego que pague ao fim do mês o trabalho realizado... bem bom!
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quarta-feira, janeiro 21, 2009
30,2
Parte da "educação ambiental" é composta pelo contacto directo com a natureza, contacto com fauna e flora, se a flora é mais fácil de "contactar", já a fauna é mais fugidia de visibilidade ocasional, ou mesmo acidental.
Há um tipo de fauna, que atrai muito as crianças dos 6 aos 12 anos, os cavalos, e um destes dias (no sábado passado) um grupo de 15 crianças que celebrava o aniversário de uma rapariga, foi visitar os cavalos, com direito a "uma voltinha" em cima da Estrela.
Decidi democraticamente fugir à palestra inicial e dedicar-me ao rodopiar acompanhando a Estrela (e o seu mau feitio, devido a um incidente que tivemos em comum), e no meio do grupo, uma rapariga já montando a égua diz-me que não percebia como os cavalos aguentavam com tanto peso (o dela)... apesar de ser uma pergunta que não se faz a uma mulher, a par de perguntar a idade, perguntei-lhe quanto pesava. A sua resposta foi directa e precisa. 30,2 quilos! Sorri-lhe dizendo para não se preocupar com o peso, eu pesava o dobro dela e a égua sentia-se bem à vontade com o meu peso. A rapariga, de olhos esbugalhados de espanto com a coincidência, perguntou-me "Você pesa 60,4?".
Será que esta nova geração está tão habituada a instrumentos de precisão e alta-tecnologia que não consegue abstrair-se das décimas e arredondar um valor numérico?
Há um tipo de fauna, que atrai muito as crianças dos 6 aos 12 anos, os cavalos, e um destes dias (no sábado passado) um grupo de 15 crianças que celebrava o aniversário de uma rapariga, foi visitar os cavalos, com direito a "uma voltinha" em cima da Estrela.
Decidi democraticamente fugir à palestra inicial e dedicar-me ao rodopiar acompanhando a Estrela (e o seu mau feitio, devido a um incidente que tivemos em comum), e no meio do grupo, uma rapariga já montando a égua diz-me que não percebia como os cavalos aguentavam com tanto peso (o dela)... apesar de ser uma pergunta que não se faz a uma mulher, a par de perguntar a idade, perguntei-lhe quanto pesava. A sua resposta foi directa e precisa. 30,2 quilos! Sorri-lhe dizendo para não se preocupar com o peso, eu pesava o dobro dela e a égua sentia-se bem à vontade com o meu peso. A rapariga, de olhos esbugalhados de espanto com a coincidência, perguntou-me "Você pesa 60,4?".
Será que esta nova geração está tão habituada a instrumentos de precisão e alta-tecnologia que não consegue abstrair-se das décimas e arredondar um valor numérico?
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sábado, janeiro 17, 2009
publicidade "duvidosa"
Primeiro o anúncio em questão...
Será que o Brian May aderiu à moda das plásticas? E ainda por cima cortou o cabelo?! Caso contrário, que faz o tipo com a moedinha a servir de palheta? Ahh! Finge que toca e mexe as beicas para parecer que canta. Certo!
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pior era impossível,
publicidade
por eduardo prado coelho
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente
estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada
poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!
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eu não teria dito melhor,
exteriores
sábado
O dia de sábado é, de manhã, composto por uma vertente didáctica em que as crianças travam conhecimento com os cavalos. Para além da usual algazarra destes dias, hoje, calhou aos maçaricos tratar de tudo, desde a limpeza do material até ao volteio propriamente dito...
Três elementos, três funções diferentes, um "rodopiava" as crianças saltitantes na garupa de uma égua, ou outro levava-os até ao animal e ajudava-os a montar. Já o terceiro tratou do discurso de introdução e da respectiva "salinha" habitual com os pais e/ou mães.
- Finalmente acabou... - diz o terceiro suspirando.
- É um cheiro a suor aqui que não se aguenta! - diz-lhe o que ajudava as crianças - Vê lá se pões um desodorizante debaixo da língua para ver se disfarça esse cheiro.
Por mim, ainda houve alturas em que quase ficava tonto!
Três elementos, três funções diferentes, um "rodopiava" as crianças saltitantes na garupa de uma égua, ou outro levava-os até ao animal e ajudava-os a montar. Já o terceiro tratou do discurso de introdução e da respectiva "salinha" habitual com os pais e/ou mães.
- Finalmente acabou... - diz o terceiro suspirando.
- É um cheiro a suor aqui que não se aguenta! - diz-lhe o que ajudava as crianças - Vê lá se pões um desodorizante debaixo da língua para ver se disfarça esse cheiro.
Por mim, ainda houve alturas em que quase ficava tonto!
sexta-feira, janeiro 16, 2009
quinta-feira, janeiro 15, 2009
dia lindo
Num dia de temperatura baixa, choveu torrencialmente! Posso afirmar com toda a certeza que não estando na companhia de "aquele cujo nome não deverá ser pronunciado pois não está presente para se defender", até o inferno parece um paraíso (mesmo se o inferno tem fama de ser mais quente).
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