quinta-feira, fevereiro 19, 2009

pois...


Tinha que haver uma razão para serem dois!

terça-feira, fevereiro 17, 2009

josé luís esteves

É o nome de um formado em engenharia mecânica pela faculdade de engenharia da universidade do Porto que apareceu ontem no telejornal da rádio televisão portuguesa a ensinar métodos de economia de combustível ao volante de um toyota carina E...
Gostei de o ouvir falar na questão da aerodinâmica, em que disse que se deveria circular de vidros fechados, uma verdade, gostei de o ouvir dizer que se deve abastecer as viaturas quando a temperatura ambiente é mais baixa o que faz com que o combustível ocupe menos volume, outra verdade, mas admito que este senhor (não lhe chamo "engenheiro" pois não sei se estará inscrito na ordem dos engenheiros) licenciado em engenharia mecânica, conseguiu com uma frase destruir anos de evolução da indústia automóvel no que toca a injecção de combustível!
No meio de tanta coisa inteligente que disse, José Luís Esteves, teve a (falta de) inteligência de dizer que "nas descidas poupa-se combustível circulando em ponto-morto, pois não se perde velocidade"... pois, senhor licenciado em engenharia mecânica pela faculdade de engenharia da universidade do porto, eu, como mau aluno do instituto superior técnico, recomendo-lhe que se dedique a um pouco de história, e de seguida, a um pouco de estudo (sim, de estudo) no que toca aos sistemas de injecção actuais. Na eventualidade de alguma vez ler este texto, visto que não consegui encontrar o seu e-mail para lhe dar umas dicas sobre "quando ficar calado para não dizer disparates", aqui ficam as noções que lhe faltam:
Os últimos automóveis a carburador (uma peça complexa que deverá conhecer) foram vendidos, na Europa, em 1993, deste ano em diante os automóveis que apareciam no mercado eram todos eles equipados com injecção electrónica, recorrendo a um único injector para todos os cilindros (caso da ford) ou, com um injector por cilindro (caso da bmw).
A grande vantagem da injecção electrónica (para além de uma maior precisão no instante da entrada de combustível na câmara de combustão) é a economia de combustível... e esta é a parte que desconhece, se estiver a circular numa descida e NÃO DESENGATAR o automóvel, circulando com uma relação de caixa mais alta, o seu consumo instantâneo será ZERO!!!!!, pois a injecção "corta" a admissão de combustível. Se puser o automóvel em ponto-morto, o motor para continuar a trabalhar, vai necessitar de combustível, é ou não é assim senhor licenciado em engenharia mecânica José Luís Esteves?

sábado, fevereiro 14, 2009

sensações

Li uma discussão acesa sobre "sensações" ao volante... uma batalha de opiniões em que um defendia a pureza dos mais antigos, e outro a supremacia da tecnologia actual.
Estive para responder. Cheguei mesmo a redigir um texto algo extenso em forma de resposta, pois não me é indiferente. Entre ter, ou não, algum prazer nas minhas deslocações ou viagens ao volante, prefiro tê-lo pois, de certa forma, a vida sorri um pouco mais (isto deve ser efeitos da idade, ando a querer tirar prazer das mais pequenas coisas, ou talvez seja algum vírus que anda no ar), tenho um pouco mais de boa disposição, um pouco mais de paciência, uma pequena margem mais que sempre me ajuda a aturar/ignorar ou desligar das argoladas do "Carlos".
E o debate estava quente, a raiar o ofensivo, mas eu não respondi... a minha opinião é minha, e é esta:
É quase ridículo comparar um automóvel com 20, 15 ou até 10 anos, com um actual acabado de sair da fábrica. Toda a filosofia do produto final é diferente, as necessidades de espaço, as exigências de conforto, as normas ambientais, as obrigações no campo da segurança, e até as regras da economia, ditão resultados finais completamente dispares.
O que torna o clássico/antigo belo é inversamente proporcional ao que torna apetecível um reluzente saído do stand, ou seja, o seu recheio de nada. O facto de não ter mordomias, não ter botões com funções que não se sabe bem o que fazem, não ter um sentimento de segurança intrínseco, ter um conforto sofrível, ter um motor que gasta (e polui) demasiado para o que anda, não ter um manómetro de temperatura do óleo ou outra merda qualquer que só serve para "encher" (e de utilidade quase nula no dia-a-dia)... escolheria para todos os dias um automóvel(/tupperware) que fosse um meio de transporte com todas as paneleirices de conforto e de assistência à condução que considero adequadas a percursos de 7 a 20 quilómetros, porque mais não preciso, e tudo o que viesse a mais era puro desperdício... sei que um tupperware supera facilmente um automóvel com 20 anos, e daí? Carros com essa idade tem estatuto próprio, existem e "vivem" de e para fãs (ler "fanáticos").
Eu aprecio essa simplicidade, sem fanatismos, gosto pelo prazer que me dão e (até) pelo medo que me incutem... mas não necessariamente todos os dias.
E adorei conduzi-lo em pista!

sexta-feira, janeiro 23, 2009

tiques e jeitos

Já todos devem saber, com tanta caricatura, e dado a atenção que dão a certas personalidades, que certos e determinados valores desportivos são limitados no vocabulário. Não quero com isto dizer que sejam piores que a restante pandilha, nada disso! Aliás, posso afirmar com algum grau de certeza que, a grande maioria das pessoas é completamente imbecil na forma de falar (estou na minoria que é apenas imbecil, a "minoria étnica" no que toca à expressão oral são pouco mais que um punhado de seres realmente sapientes).
Um dos pontos em que a caricatura é obrigatória no último premiado nacional (a nível internacional) no desporto é o "penso que" (proferido penske).
O que a grande maioria das pessoas não sabe, é que o tal desportista derreteu o seu ferrari 599 gtb Fiorano (de 254.700€!) como forma de agradar ao seu patrocinador de longa data e presente a todos os momentos no seu vocabulário, a Penske... desta forma tão, digamos, "original", o referido desportista conseguiu amealhar mais uns cobres ao seu, já de si, avultado património. E tudo isto a bem das boas relações entre patrocinador e patrocinado.

254,7 mil... vou ter que trabalhar pelo menos 17 anos para lá chegar.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

euromilhões

Ganhar o euromilhões actualmente é, ter um emprego que pague ao fim do mês o trabalho realizado... bem bom!

quarta-feira, janeiro 21, 2009

30,2

Parte da "educação ambiental" é composta pelo contacto directo com a natureza, contacto com fauna e flora, se a flora é mais fácil de "contactar", já a fauna é mais fugidia de visibilidade ocasional, ou mesmo acidental.
Há um tipo de fauna, que atrai muito as crianças dos 6 aos 12 anos, os cavalos, e um destes dias (no sábado passado) um grupo de 15 crianças que celebrava o aniversário de uma rapariga, foi visitar os cavalos, com direito a "uma voltinha" em cima da Estrela.
Decidi democraticamente fugir à palestra inicial e dedicar-me ao rodopiar acompanhando a Estrela (e o seu mau feitio, devido a um incidente que tivemos em comum), e no meio do grupo, uma rapariga já montando a égua diz-me que não percebia como os cavalos aguentavam com tanto peso (o dela)... apesar de ser uma pergunta que não se faz a uma mulher, a par de perguntar a idade, perguntei-lhe quanto pesava. A sua resposta foi directa e precisa. 30,2 quilos! Sorri-lhe dizendo para não se preocupar com o peso, eu pesava o dobro dela e a égua sentia-se bem à vontade com o meu peso. A rapariga, de olhos esbugalhados de espanto com a coincidência, perguntou-me "Você pesa 60,4?".
Será que esta nova geração está tão habituada a instrumentos de precisão e alta-tecnologia que não consegue abstrair-se das décimas e arredondar um valor numérico?