O Chefe manda, é feito!
Outro manda... e manda-se falar com o Chefe.
quinta-feira, setembro 10, 2009
palavra de ordem
quarta-feira, setembro 09, 2009
trovoada
Hoje o dia amanheceu aos soluços, havia pontuais clarões de luz que tentavam incessantemente substituir o astro principal.
Enquanto eu ia alegremente (e "arrepiadamente" a cada clarão) para o trabalho admirando o espectáculo de luz e cor, a grande maioria das pessoas com quem me cruzei confidenciava que (como será possível?) têm medo da trovoada.
Depois de já ter perdido a conta as pessoas que me chamaram, esquisito, estranho, doido e outros sinónimos que indicavam um qualquer estado de problema mental, decidi responder!
Tinha três pessoas presentes, duas delas mulheres (ambas empregadas do café onde tomei o pequeno-almoço), sendo que a terceira era um colega de trabalho (ou como pomposamente se diz hoje em dia, um "colaborador"). A resposta consistiu na apresentação de dois argumentos simples...
- As pessoas têm medo da trovoada quando a probabilidade de morrer num acidente de automóvel é muito mais elevada, e não se vê ninguém na rua aos gritos histéricos quando passa um automóvel.
- As pessoas têm medo do estrondoso som do trovão, quando realmente a descarga eléctrica está no relâmpago.
Continuaram a afirmar que eu era diferente por racionalizar e raciocinar... enfim!
Toda esta conversa levou-me a concluir que milénios de evolução para que a espécie humana tivesse a capacidade para descobrir o que eram as estrelas, para conseguir perscrutar a língua em que se escreve as características dos seres vivos, e no entanto, a humanidade continua a comportar-se como o meu cão... tem medo do barulho de um jornal, independentemente do facto de lhe causar dor física ou não.
Enquanto eu ia alegremente (e "arrepiadamente" a cada clarão) para o trabalho admirando o espectáculo de luz e cor, a grande maioria das pessoas com quem me cruzei confidenciava que (como será possível?) têm medo da trovoada.
Depois de já ter perdido a conta as pessoas que me chamaram, esquisito, estranho, doido e outros sinónimos que indicavam um qualquer estado de problema mental, decidi responder!
Tinha três pessoas presentes, duas delas mulheres (ambas empregadas do café onde tomei o pequeno-almoço), sendo que a terceira era um colega de trabalho (ou como pomposamente se diz hoje em dia, um "colaborador"). A resposta consistiu na apresentação de dois argumentos simples...
- As pessoas têm medo da trovoada quando a probabilidade de morrer num acidente de automóvel é muito mais elevada, e não se vê ninguém na rua aos gritos histéricos quando passa um automóvel.
- As pessoas têm medo do estrondoso som do trovão, quando realmente a descarga eléctrica está no relâmpago.
Continuaram a afirmar que eu era diferente por racionalizar e raciocinar... enfim!
Toda esta conversa levou-me a concluir que milénios de evolução para que a espécie humana tivesse a capacidade para descobrir o que eram as estrelas, para conseguir perscrutar a língua em que se escreve as características dos seres vivos, e no entanto, a humanidade continua a comportar-se como o meu cão... tem medo do barulho de um jornal, independentemente do facto de lhe causar dor física ou não.
terça-feira, setembro 08, 2009
gesto
Um dos gestos mais perturbantes, e no entanto mais agradáveis, de uma relação é o de ter uma cabeça encostada ao ombro.
Certo, até pode ser uma coisa meio pateta da minha parte, mas realmente sempre me soube bem esse gesto, em particular quando vou a conduzir... é como se o mundo fosse perfeito naquele instante...
Estás a precisar de terapia! Dizem que há uma casinha cor de rosa na Av. do Brasil que tem solução para isso, qualquer coisa a ver com choques eléctricos. Coisa peganhenta!
... um arrago entre o terno e perigoso, usualmente correspondido com um sorriso e uma ou outra palavra, de olhar atento ao caminho e em velocidade decrescente... que esse instante, quer-se longo...
Certo, até pode ser uma coisa meio pateta da minha parte, mas realmente sempre me soube bem esse gesto, em particular quando vou a conduzir... é como se o mundo fosse perfeito naquele instante...
Estás a precisar de terapia! Dizem que há uma casinha cor de rosa na Av. do Brasil que tem solução para isso, qualquer coisa a ver com choques eléctricos. Coisa peganhenta!
... um arrago entre o terno e perigoso, usualmente correspondido com um sorriso e uma ou outra palavra, de olhar atento ao caminho e em velocidade decrescente... que esse instante, quer-se longo...
mais um envelope
O banco deve certamente considerar-me um tipo à maneira... tanta é a correspondência que me envia, aliás, são os únicos que me escrevem sem ser necessariamente para pagar! Claro que "os tipos do banco" nunca me dão nada, mas eu gosto de me sentir, ainda que de uma forma pateticamente insignificante, importante. Afinal de contas é com o meu dinheiro que eles ficam ricos, é com o meu dinheiro que os funcionários do banco fazem vida...
Mas esta carta não trazia apelos à compra, também não trazia nenhum apelo ao crédito, nem sequer trazia ofertas a um qualquer serviço por eles posto à disposição, nada disso, e isso é o que é belo nesta carta, é a carta onde vem a actualização da prestação da casa, que é como quem diz, vai sobrar um pouquinho menos de mês no final do ordenado! Estou contente... satisfeito, vá, tivesse o almoço não sido favas e até poderia dizer que estava feliz.
Mas esta carta não trazia apelos à compra, também não trazia nenhum apelo ao crédito, nem sequer trazia ofertas a um qualquer serviço por eles posto à disposição, nada disso, e isso é o que é belo nesta carta, é a carta onde vem a actualização da prestação da casa, que é como quem diz, vai sobrar um pouquinho menos de mês no final do ordenado! Estou contente... satisfeito, vá, tivesse o almoço não sido favas e até poderia dizer que estava feliz.
segunda-feira, setembro 07, 2009
grande lata
[mode voz de coitadinho on]
- Tu é que me podias desenrascar... emprestavas-me o teu burro (ler "carro") para não ter que passar aqui a noite...
[mode voz de coitadinho off]
[mode politicamente correcto on]
- O carro não tem suspensão nem pneus em condições, não quero que te mates.
[mode politicamente correcto off]
Resposta correcta: Onde foi que deduziste que tinhas confiança comigo, e eu contigo, para me pedires emprestado um automóvel? Ainda por cima quando nem carta válida tens?
- Tu é que me podias desenrascar... emprestavas-me o teu burro (ler "carro") para não ter que passar aqui a noite...
[mode voz de coitadinho off]
[mode politicamente correcto on]
- O carro não tem suspensão nem pneus em condições, não quero que te mates.
[mode politicamente correcto off]
Resposta correcta: Onde foi que deduziste que tinhas confiança comigo, e eu contigo, para me pedires emprestado um automóvel? Ainda por cima quando nem carta válida tens?
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espécie humana,
mentes brilhantes
domingo, setembro 06, 2009
foi-se!
Tinha uma ideia para um texto fenomenal... mas com o desenrolar do dia, perdeu-se a ideia... acho que vou começar a andar com um bloco de notas (de 500 de preferência!).
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pior era impossível
não gosto de "bófias"!
Engraçado, os "bófias" também não gostam de fedelhos mal-educados que tem a mania que são "durões", não gostas, deixa na borda do prato... e já agora TIRA AS PATAS DE CIMA DO CAPOT!
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pior era impossível
sexta-feira, setembro 04, 2009
esférico na praia
Nunca tive aptidão para jogar à bola, não tinha em terreno adequado, e muito menos tenho em areia!
A praia, por sua vez, é um local onde... espantem-se... há areia! Muita! Correr é virtualmente impossível e trincar areia é quase uma obrigação, mas ainda assim acedi.
Enquanto fazia uma demonstração de como joga uma pessoa com dois pés esquerdos e ambos destros, as fífias e falhas contribuíram para a animação... e a bola foi parar à terra de ninguém quando um casal passava naquela zona... o homem, que vinha lado a lado com a mulher, começou a andar mais ligeiro deixando a mulher para trás, só para puder dar um chuto numa bola.
Concluí o meu raciocínio, quando já cansado (cinco minutos mais tarde), e já junto dos restantes jogadores, comentei com eles o sucedido. Podes tirar o homem à bola, mas não consegues tirar a bola do homem!
Enquanto são fedelhos pensam que vão ser o maior jogador do mundo (um qualquer, que as modas passam depressa), mais tarde jogam para manter a forma (redonda, a da barriga), mais tarde ainda, quando vêem uma bola, são incapazes de resistir a dar-lhe um pontapé como se de um íman se tratasse, um íman que os atrai de volta ao tempo de criança deixando-os de sorriso nos lábios que levam areia fora quando voltam ao lado da mulher que os acompanha.
Posso perceber por observação, mas não me parece que alguma vez vá sentir essa atracção "esferiforme".
A praia, por sua vez, é um local onde... espantem-se... há areia! Muita! Correr é virtualmente impossível e trincar areia é quase uma obrigação, mas ainda assim acedi.
Enquanto fazia uma demonstração de como joga uma pessoa com dois pés esquerdos e ambos destros, as fífias e falhas contribuíram para a animação... e a bola foi parar à terra de ninguém quando um casal passava naquela zona... o homem, que vinha lado a lado com a mulher, começou a andar mais ligeiro deixando a mulher para trás, só para puder dar um chuto numa bola.
Concluí o meu raciocínio, quando já cansado (cinco minutos mais tarde), e já junto dos restantes jogadores, comentei com eles o sucedido. Podes tirar o homem à bola, mas não consegues tirar a bola do homem!
Enquanto são fedelhos pensam que vão ser o maior jogador do mundo (um qualquer, que as modas passam depressa), mais tarde jogam para manter a forma (redonda, a da barriga), mais tarde ainda, quando vêem uma bola, são incapazes de resistir a dar-lhe um pontapé como se de um íman se tratasse, um íman que os atrai de volta ao tempo de criança deixando-os de sorriso nos lábios que levam areia fora quando voltam ao lado da mulher que os acompanha.
Posso perceber por observação, mas não me parece que alguma vez vá sentir essa atracção "esferiforme".
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pdi,
raciocínio
domingo, agosto 30, 2009
bateram-lhe?
Estava eu a cumprir as obrigações "canídeas nocturnas" e comecei a ouvir um berreiro. Alguém deveria estar a ser agredido violentamente pois a berraria continuava! Liguei para a esquadra e nos instantes em que o telefone do lado de lá tocava, apercebi-me que as palavras formavam frases... ahhhhh! O polícia atendeu e eu tive que explicar a razão da chamada telefónica... o que originalmente parecia uma violenta agressão era alguém que estava a tentar fazer qualquer coisa que remotamente se assemelharia a cantar... até o cão gania e uivava de dor nos tímpanos... pobres dos vizinhos mais próximos... era uma noite de karaoke!
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pior era impossível
não foi mau dia, foi só um dia complicadinho!
Quando tudo parece cair-me das mãos pela manhã (e não, não há uma razão clínica para tal, e mesmo uma questão gravitacional) é o aviso da "mãe natureza" que informa HOJE VAIS TER UM DIA... DAQUELES!
Hoje, foi um desses. Começou com coisas a serem atraídas para o chão, tais como o lençol, os pés, as meias, a seguir os sapatos, seguiram-se as moedas, estas, para além de irem para o chão decidiram brincar às escondidas comigo fugindo alegremente nas mais variadas direcções para se ocultarem nos mais variados lugares recônditos do meu quarto.
Não deixei cair o café, nem o pão, nem a pasta de dentes, não deixei cair as chaves de casa, nem do carro, nem sequer havia trânsito... se calhar foi só um pequeno "lembrete"... pffffffffffffffffffffff! Merd...!
E isto foi só o princípio...
Hoje, foi um desses. Começou com coisas a serem atraídas para o chão, tais como o lençol, os pés, as meias, a seguir os sapatos, seguiram-se as moedas, estas, para além de irem para o chão decidiram brincar às escondidas comigo fugindo alegremente nas mais variadas direcções para se ocultarem nos mais variados lugares recônditos do meu quarto.
Não deixei cair o café, nem o pão, nem a pasta de dentes, não deixei cair as chaves de casa, nem do carro, nem sequer havia trânsito... se calhar foi só um pequeno "lembrete"... pffffffffffffffffffffff! Merd...!
E isto foi só o princípio...
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