quarta-feira, agosto 01, 2012

casamento vs amizade

Um casamento carece de votos e promessas, validadas num papel assinado por ambas as partes, com testemunhas e, claro está, na presença de alguém com poderes delegados por uma entidade superior, seja estatal ou divinal.
Uma amizade não tem contrato, não inviabiliza outras amizades, e se as amizades se juntarem todas, ninguém irá descriminar ou achar que os intervenientes têm um comportamento fora do "natural". Não há necessidade de demonstrar sentimentos, não há necessidade de estar sempre presente... basta estar lá às vezes, nem que seja ao telefone a saber se "está tudo bem (dentro dos possíveis)".
Por vezes, pontualmente nas amizades, ouve-se alguém dizer "vocês estão sempre comigo", quando todos sabemos que isso é mentira. Nenhum de nós está sempre com ele. Estivemos muitas vezes presentes enquanto trabalha, estivemos presentes quando casou, estivemos também presentes quando a sua filha nasceu e... estávamos agora ali, quando se despedia do seu pai... mas era mentira, nós não estamos sempre presentes, só estamos às vezes, "as vezes".

quarta-feira, junho 20, 2012

adivinhos, bruxos e outras tretas

Há quantidade de animais videntes a errar o resultado dos jogos da selecção nacional no europeu, será que alguém me consegue arranjar uma receita de Platini para dia 1 do Julho?

quinta-feira, junho 14, 2012

foi assim que conheci o "padre" Zé...

Depois de tanto tempo de espera, eis o primeiro dia de trabalho! Os novos elementos foram distribuídos e o meu grupo ficou ao cargo do Zé, um homem alto, bem parecido, com uma camisa irrepreensivelmente engomada, umas botas às quais nos poderíamos ver ao espelho, um tom de voz suave e uma forma de falar extremamente polida e educada, cumprimentou-nos de forma a que cada um se sentisse o centro do mundo naquele instante e lá fomos, recebendo indicações e comentários sobre como era o serviço... e estávamos com sorte, iríamos fazer a fiscalização de um piquenique!
O Zé saiu do jipe e foi seguido de perto por dois elementos "dos novos", o responsável pela organização do piquenique era o padre de uma paróquia próxima... após apresentar-se, apresentou os colegas que o acompanhavam, diz o organizador:
- Eu sou o padre da paróquia de São Domingos, não sei se conhece...
- Conheço perfeitamente... - disse anuindo e sorrindo o Zé, o padre ficou por momentos sem proferir palavra como quem pensa "eis uma ovelha que não se perdeu...", o Zé prosseguiu no seu registo eloquente a conversa de forma a fiscalizar o piquenique, despediu-se de seguida do pároco e encaminhou-se de volta ao jipe enquanto nos mostrava a folha da fiscalização que havia acabado de preencher com uma letra perfeitamente pautada. Entrámos para o jipe, fechou a porta e acenou ao pároco sorrindo, enquanto dizia entre-dentes mas mantendo o tom de voz inalterado...
- Arranca... arranca! Que o padre já 'tava a galar os putos novos!

E assim conheci o Zé, o "padre" que conseguiu fazer o verdadeiro padre ficar sem palavras durante uma conversa de breves minutos, e que, nos ofereceu uma barrigada de gargalhadas dentro do carro com um humor venenoso, é certo, mas oportunista... ainda não há muito, estive a trabalhar com ele, estava cheio de preocupações e projectos para o futuro, e nada poderia fazer prever um desfecho destes, muito menos, um tão violento.

sábado, maio 26, 2012

passadeiras

Quer esteja a chover, quer faça sol, de há vários anos a esta parte que o comportamento por parte dos peões quando chegam a uma passadeira é... continuar a andar como se nada fosse, e quem lá vem que se aguente!
Quando o automobilista não pára, a conversa é sempre a mesma "Isto é uma passadeira!", no entanto, no código da estrada, que os automobilistas têm que saber e nenhum peão é obrigado a saber, contempla na sua redacção o seguinte:

(...)

Artigo 101.º
Atravessamento da faixa de rodagem

1 - Os peões não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem de que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respectiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente.
2 - O atravessamento da faixa de rodagem deve fazer-se o mais rapidamente possível.
3 - Os peões só podem atravessar a faixa de rodagem nas passagens especialmente sinalizadas para esse efeito ou, quando nenhuma exista a uma distância inferior a 50 m, perpendicularmente ao eixo da faixa de rodagem.
4 - Os peões não devem parar na faixa de rodagem ou utilizar os passeios de modo a prejudicar ou perturbar o trânsito.
5 - Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de €10 a €50.

(...)

Artigo 103.º
Cuidados a observar pelos condutores

1 - Ao aproximar-se de uma passagem de peões assinalada, em que a circulação de veículos está regulada por sinalização luminosa, o condutor, mesmo que a sinalização lhe permita avançar, deve deixar passar os peões que já tenham iniciado a travessia da faixa de rodagem.
2 - Ao aproximar-se de uma passagem para peões, junto da qual a circulação de veículos não está regulada nem por sinalização luminosa nem por agente, o condutor deve reduzir a velocidade e, se necessário, parar para deixar passar os peões que já tenham iniciado a travessia da faixa de rodagem.
3 - Ao mudar de direcção, o condutor, mesmo não existindo passagem assinalada para a travessia de peões, deve reduzir a sua velocidade e, se necessário, parar a fim de deixar passar os peões que estejam
a atravessar a faixa de rodagem da via em que vai entrar.
4 - Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de €120 a €600.

(...)
Qualquer um que saiba ler Português, vai conseguir perceber que, os peões têm que se certificar de que não causam acidentes e que o condutor deve parar para deixar passar os peões que já tenham iniciado a travessia, e não, o automobilista que se foda que eu ainda nem cheguei à passadeira e já iniciei a travessia! Mais curioso ainda é que, em toda a redacção do código da estrada, em lado algum está escrito que o peão tem prioridade sobre um automóvel, mas o automobilista é que é sempre o mau da fita, o assassino, o acelera, enquanto que o peão é um coitadinho... eu já vi uma velha de bengala correr para se meter à frente do meu carro para atravessar a estrada!
A todo o artista-peão que gosta de atravessar a rua na diagonal, que gosta de fazer da passadeira uma passagem de modelos, que se atira para a frente de um carro que se aproxima a 40 km/h quando este está a menos de 17 metros (ou a menos de 20 metros se estiver a chover) gostava, sinceramente, que ponderasse bem as suas escolhas de vida, é que de certeza que não vai ter capacidade de andar sem ser acompanhado de canadianas ou de cadeira de rodas durante muito mais tempo, e isto é partindo do princípio de que não perde a própria vida (que pelos vistos, não valoriza)!

(foto tirada de "tese e antítese", simulador de travagem de veículos "stopping distances" 25mph=40km/h, código da estrada na página da autoridade nacional para a segurança rodoviária)

sexta-feira, março 30, 2012

hora do planeta

Amanhã é o dia em que se preparam para, durante uma hora a partir das 20h30, apagar as luzes para poupar o planeta...
Todos estão convidados a participar neste acontecimento mundial, ao qual 83 localidades portuguesas já aderiram (é tão mundial que até a estação espacial que não gasta electricidade produzida no planeta também vai aderir) o que eu acho muito bem, mas acho que se poderia ir mais além, a esta iniciativa deveria juntar-se também a paragem de todos os automóveis, todos os comboios, barcos, os aeroportos, os centros comerciais, as cimenteiras e tudo o mais que necessita de energia, de uma ou outra forma, para que fazer seja o que for. Porra! Sejamos realmente radicais e desligamos até as próprias centrais produtoras de electricidade!
Porque uma hora chega para equilibrar a trampa que se faz durante um ano inteiro de luzes acesas, portas de frigoríficos mal fechadas, torneiras a pingar, trânsito e carros parados com o motor a trabalhar minutos a fio, os computadores que se deixam toda a noite ligados no trabalho, o papel da impressora que não reaproveitamos e todos os outros pequenos gestos que não controlamos e com os quais se prejudicamos este calhau à volta do sol (e a nossa carteira).
Aderir à hora do planeta? Não, de forma alguma! Porque é uma acção estúpida e pontual e não uma iniciativa continuada capaz de trazer qualquer tipo de melhoria efectiva para o planeta, e, já diz o povo há muitos anos, de boas intenções está o inferno cheio!

sexta-feira, janeiro 13, 2012

quinta-feira, janeiro 05, 2012

a parvoíce de um povo

Numa conhecida rede social anda meio mundo Português a colocar fotos, a comentar fotos e falar mal do Pingo Doce por causa de uma jogada fiscal que fez com que o grupo Jerónimo Martins passasse a ser detido por uma firma do grupo sediada na Holanda... já estou a começar a ver organizarem boicotes aos produtos à venda no Pingo Doce porque "agora não pagam impostos em Portugal"... mas será que esta gente que comenta estas coisas, e até se dá ao trabalho de fazer cartazes com a imagem do Pingo Doce com os dizeres alterados, não pensa? Será que se estivessem na mesma posição não fariam o mesmo? Isto vindo de um povo que faz tudo o que pode (e o que não deve) para fugir aos impostos, é algo que revela um elevado senso de moralidade!
Vejamos, os imóveis pagam taxas, há toda uma quantidade de licenças que têm que ser pagas para terem a "porta aberta", pagam ordenados aos funcionários que têm descontos de IRS e para a segurança social, como empregador, pagam também segurança social por cada empregado que têm a seu serviço, o IVA que pagamos quando fazemos uma compra numa das suas superfícies comerciais  e até os produtos que vendem de origem Portuguesa, passou tudo a ser Holandês? Passou tudo a ir para o cofre dos Holandeses, foi? Quando a Nestlé investiu em grande escala na nossa "última" crise ninguém se queixou! Quando a Auto-Europa foi construída sobre a alçada Volkswagen para produzir modelos da mesma marca e da Ford também ninguém se queixou! Mas agora, que um grupo nacional, faz o que qualquer grande grupo internacional faria para se manter competitivo, criticam e geram esta onda de "estupidez"? Em vez de criticarem, que tal pedirem facturas de tudo o que adquirem e dos serviços que contratam? Era capaz de ser melhor ideia, não?

Ainda bem que o Pingo Doce não investe nada em Portugal...

terça-feira, janeiro 03, 2012

vitória!

O programa de passagem de ano mais visto foi um onde estava um dos seres vivos mais incultos do país e que por pouco não ganhou "o prémio", à frente do "maior" clube de Portugal temos um mamífero que nem falar sabe, isto é sem dúvida o triunfo dos Porcos!