segunda-feira, abril 20, 2015

ikea

Estudos pouco científicos revelaram que esta conhecida fabricante de lápis, graças aos seus produtos vendidos por montar, deu origem a um novo síndrome, denominado por síndrome MacGyver.
Este síndrome consiste num total desfasamento entre as capacidades motoras (tipicamente estes seres têm a destreza de um paralelo da calçada) e a ideia mental exacerbada da sua capacidade de produzir coisas realmente funcionais com as próprias mãos.
Fiquei hoje a saber que padeço do síndrome de MacGyver...
Paciente que padece do Síndrome de MacGyver

quinta-feira, abril 02, 2015

adaptação

Hoje, depois de ter pôr o carro a trabalhar com a chave suplente e ele me ter mandado ir a pé, posso dar-me ao luxo de adaptar uma frase proferida por um motard inglês que conheci em Toledo e que passeava pela Europa procurando locais quentes para passar o Verão numa mota de origem alemã... "f*cking french parts"! 

quinta-feira, março 12, 2015

Terry Pratchett

YOU FEAR TO DIE?
It's not that I don't want... I mean, I've always...it's just that life is a habit that's hard to break...

Terry Pratchett fez da Morte uma das suas mais intrincadas  personagens doo Disc World... hoje, aos 66 anos, Pratchett recebeu a visita da Morte. Certamente depois de uma quantidade de piadas e graçolas, acompanhou a Morte num último passeio no Binky... boa viagem Sir Pratchett, vou sentir imensa falta do seu humor e da sua capacidade de reverter a realidade em algo capaz de me fazer parecer um maluquinho às gargalhadas nos transportes públicos.

O mundo está cada vez mais pobre... e triste...

segunda-feira, março 02, 2015

desconhecidos na agitação

Centenas de carros e motos, dezenas de autocarros e de bicicletas passam numa rotunda em hora de ponta, completamente alheios a um cavalo ruço que pasta desconfiado pelos barulhos dos veículos que passam. 
Na outra ponta da guia está um humano, parte integrante de um pequeno grupo de polícias que vestem de verde (e não são da GNR) com a função de proteger um parque florestal conhecido como o pulmão da cidade. 
Este grupo, cada vez menor, tem sido esquecido por uns e denegrido por outros, foi (e ainda é) o ódio de estimação de uma quantidade considerável de pessoas (funcionários de um organismo maior), constantemente alvo de mentiras e de promessas que nunca se cumprem, e ali continuam desde 1938, zelando (dentro das possibilidades de meios humanos e materiais) pelo seu "escritório" para que outros, os que vêem este "escritório" como um centro de diversão, de lazer, de desporto e de contacto com a natureza o possam fazer em segurança... a paga que recebem, está sublinhada na imagem que se segue, tirada da página da Câmara Municipal de Lisboa, esse organismo tão grande que nem sabe a função, os direitos, as obrigações e os deveres de quem lá trabalha.
Mais uma pérola!

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Leonard Nimoy

Não se conhece ficção científica sem ouvir falar de Leonard Nimoy... o homem que deu corpo à personagem ultra-lógica e logicamente ilógica quando a sua lógica não era lógica de forma alguma que era Spock... o Vulcano, que saudava com uma mão em V "live long and prosper", falece hoje aos 83 anos.

Enquanto o Civilization IV correr, terei a sua voz guardada na narração inicial...

terça-feira, fevereiro 17, 2015

"a" curva

Há sempre uma curva de que se gosta mais nos trajectos usuais do dia-a-dia, uma curva especial, que se respeita, teme e desafia, uma curva capaz de converter todo o restante percurso numa preparação ou aquecimento, para chegar ali e "descrever uma curva perfeita" envergonhando (ou não, porque nem toda a gente é meio petrolhead) quem nos estava a querer pisar os calcanhares, antes de começarmos a fazer o que "viemos" ali fazer.
Durante algum tempo a tal curva diária esteve situada numa das saídas do eixo norte-sul, mais tarde passou a ser uma em Monsanto e actualmente é uma das saídas da A5. Esta é uma curva longa, de duas faixas que se fundem numa só, tem a inclinação certa e uma irregularidade no alcatrão que coincide com a posição onde deve(ria) passar a roda esquerda assim que se começa a descrever a curva, e lá se vai a trajectória ideal... a óbvia.
Estas curvas, têm sempre as mesmas duas características. São sempre locais de acidentes (os rails estão sempre torcidos dos impactos e há sempre cacos de plástico nas bermas) e são óptimas para avaliar as capacidades dinâmicas dos veículos, quer do que se conduz, quer dos que (não raras vezes) circulam à nossa frente. 
Que a capacidade dinâmica do meu veículo de dia-a-dia não é a sua melhor característica, é um dado adquirido, ninguém no seu perfeito juízo compra algo deste género pela sua condução apaixonante. Mas, e nos casos em que a aquisição é um topo de gama de tracção traseira? Espera-se uma dinâmica à altura do valor da aquisição, algo capaz de deixar para trás (a anos-luz) qualquer produto de classe inferior... excepto se... a electrónica for abelhuda. Deparei-me com este cenário, "coupe" de quatro portas de raça alemã embalado a ritmos de auto-estrada, faz uma travagem perfeita na faixa da esquerda, entra na faixa da direita e começa a descrever a curva à minha frente... e a electrónica acordou!... a ali ficou ele, à minha frente e de traseira a subir e a descer, ao sabor das intervenções da electrónica, até ao fim da curva e... nunca mais o vi (quer dizer, vi, mas cada vez mais pequeno)... veio-me à memória o episódio do octavia... jogar na playstation é bom, mas ao vivo, apesar de mais arriscado, é sempre melhor.

the imitation game...

... mushroom level!
Phallus impudicus

quarta-feira, janeiro 28, 2015

avaliações e outras questões

Se a galinha da vizinha vier ao meu quintal, pergunto-lhe se está satisfeita com o meu trabalho, se vier cá pôr um ovo, faço ovo estrelado para o jantar... se me emprestarem uma frigideira.
Isto resume a forma como estou a ser avaliado no trabalho, de forma incorrecta e inadaptada à realidade, porque não trabalho para o instituto nacional de estatística para andar a recolher dados, não posso ter a minha avaliação de desempenho dependente de que cometam infracções e, a melhor parte de todas, não tenho acesso directo ao software utilizado para realização do trabalho, ficando sempre dependente (literalmente) da boa vontade dos (poucos) que têm acesso.
A meio do período de avaliação decidiram alterar parte dos objectos quantitativamente... dizendo que, era isso que havia sido acordado, quando não era isso que estava escrito e assinado por ambas as partes, depois disseram que os objectivos não eram adequados, curiosamente foram impostos pela pessoa que disse tal coisa e que, por várias vezes, foi apanhado em mentiras publicamente e agora, chegamos à altura da auto-avaliação...
Durante (mais) dois anos servimos a cidade, sem receber farda (não há uma peça que esteja dentro do prazo de validade explícito no regulamento), sem receber equipamento de visibilidade indispensável para trabalhar à noite em situações de emergência, sem condições de segurança nas viaturas por falta de manutenção (com situações reportadas há anos!), com alterações de horários não respeitando os prazos legais para serem feitas, trabalhando para lá do horário estipulado sem que para isso recebam algo em troca, com um volume de trabalho que chega a ser equiparável ao de uma força que dispõe de 10 vezes mais efectivos e que se encontra devidamente equipada... auto-avaliação?
Quem avalia não é homem que viva e passe o que passa quem está a ser avaliado! Quem avalia não é mais que um reles mentiroso que aprecia jogos de discórdia! Quem avalia, não sabe o valor de quem avalia!

terça-feira, janeiro 13, 2015

despistado ao volante xii

E começa o registo deste ano...o condutor saiu ileso, haveria mais um ocupante na viatura que teve que fazer uma visita ao hospital.

Não choveu, mas o nevoeiro e o orvalho trataram de humedecer as estradas durante a noite... o resultado está à vista. 
Frase a reter: Vou adequar a velocidade às condições que se me apresentam, repetir todos os dias ao sentar ao volante e antes de pôr o motor a trabalhar.