quarta-feira, maio 13, 2015

caixa de supermercado

Isto de deitar tarde obriga a acordar tarde e acordar tarde tem destas coisas, não me deixaram pão e acabaram com a manteiga, o que me obrigou a vir às compras... só por causa disso vou levar uns cereais para desenjoar!

sexta-feira, maio 08, 2015

papas na língua

Numa altura em que uma Portuguesa se tornou conhecida por ter sido directa nas palavras que dirigiu à ministra Maria Luís Albuquerque (fica aqui a entrevista da SIC a Liliana Zuna em Londres), é de lamentar que nem sempre a frontalidade e a clareza sejam valorizadas em situações que não são, infelizmente, presenciadas por meios de comunicação social. Este desabafo vem no seguimento das avaliações ao desempenho do trabalho, a última das quais, já tinha abordado aqui.
Segundo os parâmetros mal explicados previamente, acordados e assinados e alterados unilateralmente pelo lado do avaliador, chegou o dia de "ir assinar a nota" e, como não seria de admirar, a nota foi, pelo real trabalho e empenho, uma bela merda (para falar Português correcto)! A nota foi mediana, não me traz "chatices" a nível laboral, mas não deixa de ser irónico dizerem-me que "com a sua idade, eu não aceitaria esta nota" quando o grosso do trabalho que realizei... valeu ZERO para a avaliação. Todo o expediente (correctamente) elaborado, as horas extra por necessidade do serviço (sem receber um tostão a mais), as trocas de horário (algumas com aviso de véspera) e com semanas em que fazia três horários diferentes consoante o que era preciso, os eventos em que toda a logística passa pelo lombo de "meia-dúzia" (onde acabava por ficar incluído), as limpezas e reparações que não eram devidas e (mesmo assim) foram feitas e até as folhas de cálculo (das quais só me lembrei por terem abordado questões informáticas), valeram tanto, para esta avaliação, quanto uma mão cheia de merda nenhuma!
Palavra de honra que me tinha mentalizado que iria entrar mudo e sair calado daquele gabinete mas, quando me tocam nos guizos, "revoltam-se-me as vísceras" de tal forma que me vi obrigado a responder! Nada, nada do que me foi dito ficou sem resposta e, em caso algum, o interlocutor tinha razão, mas a nota manteve-se, porque "o que você fez não está documentado"... ora, se é a minha função, se é o meu trabalho, se é para isso que me pagam, porque hei-de duplicar o trabalho (papelada) para justificar o meu trabalho?!
Basicamente, o que me disseram foi, tudo o que você fez e tudo o que foi feito em que você colaborou, contou ZERO, valeu NADA, foi IRRELEVANTE, teve peso NULO para a sua avaliação e se a isto juntarmos a opinião pouco abonatória por parte da chefia directa (chefia essa que de ingrata não tem nada!), eis um ramalhete para uma má disposição e uma falta de apetite para aturar "manias" e "apetites" de quem manda que promete prolongar-se durante... uns aninhos, vá!

quinta-feira, abril 23, 2015

Portugal é espectacular!

Temos a melhor estrada do mundo, temos o mais belo elevador da Europa, temos na nossa capital a quarta mais bela cidade do mundo... rematando a coisa, o nosso país está visto como sendo o sexto mais belo do mundo... ora, com tanta coisa boa por aqui espalhada e com as dificuldades que se sabem todos os dias nas notícias, lembrei-me de uma anedota que é capaz de explicar o "nosso" desaire...

Deus estava a criar o mundo tendo um anjo à sua beira que lhe pergunta ao apontar para África...
- Deus, porque colocas aqui tanta areia?
- Tem de ser assim, há que ter um local árido e quente para equilibrar o mundo.
Agora apontando para os pólos do planeta, o anjo pergunta...
- E porquê tanto gelo nestes dois locais?
- Tem de ser assim, há que ter locais muito frios para equilibrar o mundo.
E a coisa vai-se repetindo até que no meio de tantos "defeitos" que o anjo via, sempre justificados pela necessidade de equilíbrio do criador, lá reparou na parte do planeta que corresponde hoje a Portugal e diz:
- Olha que bocadinho de terra tão jeitoso...
E Deus responde-lhe:
- Achas? Vais ver a m€rda de povo que lá vou meter!

Bom... certamente será um exagero, pois a comunicação social está "cheia" de notícias onde os heróis são Portugueses, cá e além fronteiras, que nos enchem a todos de orgulho por termos nascido onde nascemos... mas, não será menos verdade também que, somos uma verdadeira m€rda, no que toca à união, à defesa do que é de todos e à justiça, na atitude do "não é nada comigo e não quero saber" quando é "connosco" e num sem número de coisas relacionadas com política e negociatas dentro desse meio das quais a maioria não faz ideia do que é possível fazer ilegal legalmente...
Somos, como povo, uma m€rda, por nos deixarmos enganar, uma e outra vez, por nos desinteressarmos, por olharmos para outro lado, por não querermos saber, por sermos o povo mais sortudo do mundo (para um Português, a situação podia sempre ser pior), porque falamos e opinamos muito e fazemos muito pouco... e sim, também eu sou Português.

segunda-feira, abril 20, 2015

ikea

Estudos pouco científicos revelaram que esta conhecida fabricante de lápis, graças aos seus produtos vendidos por montar, deu origem a um novo síndrome, denominado por síndrome MacGyver.
Este síndrome consiste num total desfasamento entre as capacidades motoras (tipicamente estes seres têm a destreza de um paralelo da calçada) e a ideia mental exacerbada da sua capacidade de produzir coisas realmente funcionais com as próprias mãos.
Fiquei hoje a saber que padeço do síndrome de MacGyver...
Paciente que padece do Síndrome de MacGyver

quinta-feira, abril 02, 2015

adaptação

Hoje, depois de ter pôr o carro a trabalhar com a chave suplente e ele me ter mandado ir a pé, posso dar-me ao luxo de adaptar uma frase proferida por um motard inglês que conheci em Toledo e que passeava pela Europa procurando locais quentes para passar o Verão numa mota de origem alemã... "f*cking french parts"! 

quinta-feira, março 12, 2015

Terry Pratchett

YOU FEAR TO DIE?
It's not that I don't want... I mean, I've always...it's just that life is a habit that's hard to break...

Terry Pratchett fez da Morte uma das suas mais intrincadas  personagens doo Disc World... hoje, aos 66 anos, Pratchett recebeu a visita da Morte. Certamente depois de uma quantidade de piadas e graçolas, acompanhou a Morte num último passeio no Binky... boa viagem Sir Pratchett, vou sentir imensa falta do seu humor e da sua capacidade de reverter a realidade em algo capaz de me fazer parecer um maluquinho às gargalhadas nos transportes públicos.

O mundo está cada vez mais pobre... e triste...

segunda-feira, março 02, 2015

desconhecidos na agitação

Centenas de carros e motos, dezenas de autocarros e de bicicletas passam numa rotunda em hora de ponta, completamente alheios a um cavalo ruço que pasta desconfiado pelos barulhos dos veículos que passam. 
Na outra ponta da guia está um humano, parte integrante de um pequeno grupo de polícias que vestem de verde (e não são da GNR) com a função de proteger um parque florestal conhecido como o pulmão da cidade. 
Este grupo, cada vez menor, tem sido esquecido por uns e denegrido por outros, foi (e ainda é) o ódio de estimação de uma quantidade considerável de pessoas (funcionários de um organismo maior), constantemente alvo de mentiras e de promessas que nunca se cumprem, e ali continuam desde 1938, zelando (dentro das possibilidades de meios humanos e materiais) pelo seu "escritório" para que outros, os que vêem este "escritório" como um centro de diversão, de lazer, de desporto e de contacto com a natureza o possam fazer em segurança... a paga que recebem, está sublinhada na imagem que se segue, tirada da página da Câmara Municipal de Lisboa, esse organismo tão grande que nem sabe a função, os direitos, as obrigações e os deveres de quem lá trabalha.
Mais uma pérola!

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Leonard Nimoy

Não se conhece ficção científica sem ouvir falar de Leonard Nimoy... o homem que deu corpo à personagem ultra-lógica e logicamente ilógica quando a sua lógica não era lógica de forma alguma que era Spock... o Vulcano, que saudava com uma mão em V "live long and prosper", falece hoje aos 83 anos.

Enquanto o Civilization IV correr, terei a sua voz guardada na narração inicial...

terça-feira, fevereiro 17, 2015

"a" curva

Há sempre uma curva de que se gosta mais nos trajectos usuais do dia-a-dia, uma curva especial, que se respeita, teme e desafia, uma curva capaz de converter todo o restante percurso numa preparação ou aquecimento, para chegar ali e "descrever uma curva perfeita" envergonhando (ou não, porque nem toda a gente é meio petrolhead) quem nos estava a querer pisar os calcanhares, antes de começarmos a fazer o que "viemos" ali fazer.
Durante algum tempo a tal curva diária esteve situada numa das saídas do eixo norte-sul, mais tarde passou a ser uma em Monsanto e actualmente é uma das saídas da A5. Esta é uma curva longa, de duas faixas que se fundem numa só, tem a inclinação certa e uma irregularidade no alcatrão que coincide com a posição onde deve(ria) passar a roda esquerda assim que se começa a descrever a curva, e lá se vai a trajectória ideal... a óbvia.
Estas curvas, têm sempre as mesmas duas características. São sempre locais de acidentes (os rails estão sempre torcidos dos impactos e há sempre cacos de plástico nas bermas) e são óptimas para avaliar as capacidades dinâmicas dos veículos, quer do que se conduz, quer dos que (não raras vezes) circulam à nossa frente. 
Que a capacidade dinâmica do meu veículo de dia-a-dia não é a sua melhor característica, é um dado adquirido, ninguém no seu perfeito juízo compra algo deste género pela sua condução apaixonante. Mas, e nos casos em que a aquisição é um topo de gama de tracção traseira? Espera-se uma dinâmica à altura do valor da aquisição, algo capaz de deixar para trás (a anos-luz) qualquer produto de classe inferior... excepto se... a electrónica for abelhuda. Deparei-me com este cenário, "coupe" de quatro portas de raça alemã embalado a ritmos de auto-estrada, faz uma travagem perfeita na faixa da esquerda, entra na faixa da direita e começa a descrever a curva à minha frente... e a electrónica acordou!... a ali ficou ele, à minha frente e de traseira a subir e a descer, ao sabor das intervenções da electrónica, até ao fim da curva e... nunca mais o vi (quer dizer, vi, mas cada vez mais pequeno)... veio-me à memória o episódio do octavia... jogar na playstation é bom, mas ao vivo, apesar de mais arriscado, é sempre melhor.