Noutros países da união europeia, em particular nos nórdicos, aplicam-se técnicas de iluminação variável em gabinetes e salas de trabalho a fim de evitar que, nos dias mais curtos de inverno, os trabalhadores/funcionários/colaboradores entrem em depressão. Por cá, tapam-se as janelas existentes num edifício e instala-se uma iluminação tênue para não afectar a visão para os "videowalls", que ocupam as paredes e para os ecrãs dos computadores castrados por administradores. Tudo naquela sala, tirando os tampos das mesas que são em madeira, está em "256 tons de cinzento", o fundo de ecrã do computador não ajudava, em tons neutros e com as letras brancas dos contactos do helpdesk, os sons naquela sala limitavam-se aos zumbidos de aparelhos electrónicos e suave matraquear de ventoinhas de ventilação... que cenário! Que cenário deprimente! Fechado entre quatro paredes, sem sol, sem vento, quase sem cor, sem um som que me fosse agradável... fiz o que me era possível fazer! Alterei o fundo de ecrã da minha área de trabalho... animada por uma imagem estática, na minha cabeça vejo estradas e paisagens de tirar as palavras, oiço o tetracilíndrico ronronar ao subir de rotação à saída de uma curva e o som do vento que me passa pela "cabeça", cheiro toda uma paleta de aromas tão comum a quem anda na estrada de corpo exposto aos elementos, sinto o toque da pendura a retribuir a carícia que lhe fiz na perna segundos antes é forma como se aconchega a mim quando as velocidades se elevam... podem prender-me o corpo aqui dentro, mas na minha mente, estou lá fora e sou livre!
quinta-feira, setembro 03, 2015
you may take our life's, but you will never take our freedom!
segunda-feira, agosto 17, 2015
dúvida...
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sábado, agosto 01, 2015
agora sim!
Chegar ao trabalho e receber um recado para refazer um documento elaborado há dois dias. Razão? Porque, numa das páginas do documento elaborado, estava em falta um logótipo, quando tudo o resto está imaculado, demonstra bem a necessidade de "aparências" que tanto insistem em manter (quando outras questões mais pertinentes se levantam todos os dias).
Da próxima vez vou acrescentar uns "smiles", umas flores, uns corações e também votos de felicidades ao leitor/verificador da documentação redigida, certamente tornara o seu trabalho muito mais alegre!
Agora sim! Já posso afirmar categoricamente que vi de tudo!...
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pior era impossível
quinta-feira, junho 04, 2015
funcionamento de uma caixa de velocidades...
... coisa "básica", não?
segunda-feira, junho 01, 2015
Manchinha
Da ninhada de três que ali nasceu, duas acabaram por ficar a guardar a casa, a Striper e a Manchinha.
Se a Striper só se deixava tocar quando lhe apetecia e gostava de entrar dentro dos carros de gente conhecida, a Manchinha não achava grande piada a espaços fechados e adorava que a afagassem... era tão dada ao contacto físico com os humanos (de estimação) residentes, que chegava a saltar para o colo de alguns quando eles não esperavam para receber festas.
Sabia os horários de cor, pois era nessas alturas que tinha a certeza que lhe davam de comer, reconhecia o assobio de quem a tratava e passava horas a fazer testes de ressonância às mesas e bancos de madeira...
Perdi a conta às vezes que a encontrei longe de "casa" camuflada na erva seca ou sentada em cima de cepos a apanhar sol... perdi também a conta às vezes que lhe limpei os olhos, às vezes que a chamei à hora do jantar e que a catei das carraças que não conseguia tirar depois de ter perdido a irmã... perdi a conta, tal como outros perderam a conta às vezes que lhe fizeram estas e tantas outras coisas como abrigarem-na do frio e da chuva.
Quis o universo que, hoje, passados alguns anos, tivesse o mesmo destino da sua irmã Striper, a Manchinha foi colhida por um automóvel e assim ficámos nós, os seus humanos de estimação, mais pobres de companhia, de amizade, de carinho e de atenção...
terça-feira, maio 26, 2015
presunção e água benta...
Frase proferida pelo interlocutor: Eu sou uma pessoa extremamente inteligente!
Resposta que faltou: Você quem é? É o proprietário, não? Então remeta-se ao seu papel de elemento passivo neste assunto enquanto falo com a sua mamã a fim de resolver as questões pertinentes, pode ser? Obrigado.
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a resposta que faltava
quarta-feira, maio 13, 2015
caixa de supermercado
Isto de deitar tarde obriga a acordar tarde e acordar tarde tem destas coisas, não me deixaram pão e acabaram com a manteiga, o que me obrigou a vir às compras... só por causa disso vou levar uns cereais para desenjoar!
sexta-feira, maio 08, 2015
papas na língua
Numa altura em que uma Portuguesa se tornou conhecida por ter sido directa nas palavras que dirigiu à ministra Maria Luís Albuquerque (fica aqui a entrevista da SIC a Liliana Zuna em Londres), é de lamentar que nem sempre a frontalidade e a clareza sejam valorizadas em situações que não são, infelizmente, presenciadas por meios de comunicação social. Este desabafo vem no seguimento das avaliações ao desempenho do trabalho, a última das quais, já tinha abordado aqui.
Segundo os parâmetros mal explicados previamente, acordados e assinados e alterados unilateralmente pelo lado do avaliador, chegou o dia de "ir assinar a nota" e, como não seria de admirar, a nota foi, pelo real trabalho e empenho, uma bela merda (para falar Português correcto)! A nota foi mediana, não me traz "chatices" a nível laboral, mas não deixa de ser irónico dizerem-me que "com a sua idade, eu não aceitaria esta nota" quando o grosso do trabalho que realizei... valeu ZERO para a avaliação. Todo o expediente (correctamente) elaborado, as horas extra por necessidade do serviço (sem receber um tostão a mais), as trocas de horário (algumas com aviso de véspera) e com semanas em que fazia três horários diferentes consoante o que era preciso, os eventos em que toda a logística passa pelo lombo de "meia-dúzia" (onde acabava por ficar incluído), as limpezas e reparações que não eram devidas e (mesmo assim) foram feitas e até as folhas de cálculo (das quais só me lembrei por terem abordado questões informáticas), valeram tanto, para esta avaliação, quanto uma mão cheia de merda nenhuma!
Palavra de honra que me tinha mentalizado que iria entrar mudo e sair calado daquele gabinete mas, quando me tocam nos guizos, "revoltam-se-me as vísceras" de tal forma que me vi obrigado a responder! Nada, nada do que me foi dito ficou sem resposta e, em caso algum, o interlocutor tinha razão, mas a nota manteve-se, porque "o que você fez não está documentado"... ora, se é a minha função, se é o meu trabalho, se é para isso que me pagam, porque hei-de duplicar o trabalho (papelada) para justificar o meu trabalho?!
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quinta-feira, abril 23, 2015
Portugal é espectacular!
Temos a melhor estrada do mundo, temos o mais belo elevador da Europa, temos na nossa capital a quarta mais bela cidade do mundo... rematando a coisa, o nosso país está visto como sendo o sexto mais belo do mundo... ora, com tanta coisa boa por aqui espalhada e com as dificuldades que se sabem todos os dias nas notícias, lembrei-me de uma anedota que é capaz de explicar o "nosso" desaire...
Deus estava a criar o mundo tendo um anjo à sua beira que lhe pergunta ao apontar para África...
- Deus, porque colocas aqui tanta areia?
- Tem de ser assim, há que ter um local árido e quente para equilibrar o mundo.
Agora apontando para os pólos do planeta, o anjo pergunta...
- E porquê tanto gelo nestes dois locais?
- Tem de ser assim, há que ter locais muito frios para equilibrar o mundo.
E a coisa vai-se repetindo até que no meio de tantos "defeitos" que o anjo via, sempre justificados pela necessidade de equilíbrio do criador, lá reparou na parte do planeta que corresponde hoje a Portugal e diz:
- Olha que bocadinho de terra tão jeitoso...
E Deus responde-lhe:
- Achas? Vais ver a m€rda de povo que lá vou meter!
Bom... certamente será um exagero, pois a comunicação social está "cheia" de notícias onde os heróis são Portugueses, cá e além fronteiras, que nos enchem a todos de orgulho por termos nascido onde nascemos... mas, não será menos verdade também que, somos uma verdadeira m€rda, no que toca à união, à defesa do que é de todos e à justiça, na atitude do "não é nada comigo e não quero saber" quando é "connosco" e num sem número de coisas relacionadas com política e negociatas dentro desse meio das quais a maioria não faz ideia do que é possível fazer ilegal legalmente...
Somos, como povo, uma m€rda, por nos deixarmos enganar, uma e outra vez, por nos desinteressarmos, por olharmos para outro lado, por não querermos saber, por sermos o povo mais sortudo do mundo (para um Português, a situação podia sempre ser pior), porque falamos e opinamos muito e fazemos muito pouco... e sim, também eu sou Português.
segunda-feira, abril 20, 2015
ikea
Estudos pouco científicos revelaram que esta conhecida fabricante de lápis, graças aos seus produtos vendidos por montar, deu origem a um novo síndrome, denominado por síndrome MacGyver.
Este síndrome consiste num total desfasamento entre as capacidades motoras (tipicamente estes seres têm a destreza de um paralelo da calçada) e a ideia mental exacerbada da sua capacidade de produzir coisas realmente funcionais com as próprias mãos.
Fiquei hoje a saber que padeço do síndrome de MacGyver...
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| Paciente que padece do Síndrome de MacGyver |
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