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sábado, outubro 22, 2016

everyday gymkhana

Conduzir debaixo de chuva por entre os buracos, as lombas, as obras, as passadeiras elevadas, as marcações no pavimento, os veículos avariados, os caçadores de polemón e sabe-se lá mais o quê, é que é uma verdadeira Gymkhana! Ken Block, ao lado de qualquer automobilista português... és um menino!

sábado, dezembro 26, 2015

As 50 sombras de...

... que diabo te passou pela cabeça?!

Eu fazer 55 quilómetros de bicicleta num único dia era, até hoje, impensável! Acontece que, hoje, sem grandes dificuldades e numa cidade que dizem ter sete colinas, acabei por percorrer um pouco mais que essa distância.
Não, não foram todos seguidos. Parei para almoçar sensivelmente a meio do percurso, mas não deixou de ser engraçado o facto de, em 55km, apenas ter dado conta de uma verdadeira subida... ali para os lados de Miraflores em direcção a Benfica, porque de resto, tirando as reviravoltas em algumas zonas das ciclovias, não houve grande drama.

É possível contornar a cidade de Lisboa percorrendo cerca de 50km, quase todos em ciclovias, até voltar ao ponto de origem sem fazer grandes esforços, tal como dizem os tipos da Lisboa Horizontal, e isso surpreendeu-me. Acabei por dar comigo a procurar formas de prever os percursos mais usuais, idas para o trabalho, deslocações pontuais aos variados médicos e outros serviços aos quais é necessário uma deslocação pontual (e cheguei mesmo a traçar rotas a casa de amigos próximos com quem se marca café de última hora). O resultado é, dito de forma minimalista, interessante. 
Para uma deslocação de oito quilómetros, dentro de Lisboa e de carro, a média horária ficará na casa dos 20-25km/h, talvez um pouco mais se não for hora de ponta, mas depois há que acrescentar a busca do lugar de estacionamento e respectiva deslocação desse lugar, a pé, até ao destino que se quer realmente e, facilmente se demoram 20 a 25 minutos enquanto o tempo de circulação são 12 minutos. De mota, as velocidades médias são mais elevadas (se se for passando por entre o trânsito), é mais fácil de parar à porta, mas demora-se mais tempo até arrancar por ser necessário vestir equipamento que depois tem que ser despido ao final da viagem... 15-20 minutos gastos entre viagem e equipamento. De bicicleta... eis a parte que me surpreendeu-me, é relativamente fácil manter uma média superior a 15km/h escolhendo um trajecto sem subidas muito acentuadas, o que se traduz em cerca de 25-30 minutos que, com alguma arte (e respeitando as regras de trânsito), até tem menos quilómetros do que o caminho mais rápido em qualquer uma das vertentes motorizadas.
Não, não estou a embandeirar em arco e a apregoar a vitória da bicicleta, também não estou a defender o ponto de vista da bicicleta como veículo diário, estou apenas a constatar que, para percursos, digamos, até 10km em cidade, a bicicleta é complicada de bater (somem lá a vertente económica e vão ver).

quinta-feira, novembro 19, 2015

última hora!

Foi descoberto um esquema elaborado para gerar o caos e a discórdia no seio das famílias. Tudo isto elegantemente disfarçado numa caixa de chocolates de origem Belga!
Reparem no requinte de malvadez! Numa caixa é colocado um número primo (só divisível por ele próprio ou por um) de chocolates, minando assim os agregados familiares que tenham mais que um elemento e menos que 11 por impossibilitar uma distribuição justa dos chocolates. Conseguiu provar-se, com um estudo caseiro que, de facto, que esta quantidade de chocolates leva a que os mesmos sejam consumidos "às escondidas" para evitar a desarmonia no lar... o que origina a trocas de palavras (em presença ou por mensagem escrita) sobre razões que não lembram à razão, para o consumo de mais um chocolate!
Considerem-se avisados! Partilhem esta informação! Não deixem que os Belgas (que até têm um forma muito interessante de jogar dominó) venham para aqui gerar a discórdia em famílias que não contribuem em larga escala para subir a taxa de natalidade!

quarta-feira, março 27, 2013

a guerra dos comprimentos de onda

O vermelho e o laranja contra o verde e amarelo, que é como quem diz a parceria Continente/Galp e a Pingo Doce/BP... agora, ambos prometem descontos em combustível, mas será que há alguma vantagem?

No caso do Continente e da Galp, é necessário fazer compras no continente em valor superior a 30€ de forma a receber um talão para apresentar num posto da Galp aderente e receber 10 cêntimos por cada litro mediante que não ponha mais do que 60 litros e, de acordo com a informação passada no início da campanha (apesar da omissão na página), não abasteça GPL.
Os talões emitidos pelo Continente e que têm que ser apresentados no posto da Galp juntamente com o cartão Continente têm uma duração de 21 dias e são válidos apenas e só para o cartão Continente apresentado aquando das compras no hipermercado.

Olhando para o novo cartão do Pingo Doce que dá descontos na BP, a despesa mínima no supermercado são os mesmos 30€ sobre os quais são atribuídos 2€ no cartão com a validade de dois meses podendo ser descontados em abastecimentos superiores a 12 litros (lá ficam prejudicados uma boa parte dos motociclistas) e com a possibilidade de poder usar vários descontos do mesmo tipo, ou seja, se tiver efectuado compras mais que uma vez no supermercado nas quais teve direito ao valor a acumular no cartão, pode usar todos num único abastecimento de combustível.

Qual o melhor? Nenhum!
Num modelo teórico onde se aproveitassem ambos os descontos ao máximo, o resultado final é um "empate técnico". 
A diferença, na realidade, é limitada às diferenças de preço praticadas quer nos produtos dos hipermercados quer nas gasolineiras... nada melhor que continuar a comparar preços antes de comprar, quer no supermercado quer nos combustíveis.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

sociedade civil

É um programa na RTP 2 com temas da actualidade e sobre a actualidade, que passa "a seguir ao almoço". Por vezes, quer o destino, que a televisão esteja ligada a essas horas, e que, eu esteja na sala e oiça qualquer coisa desse programa, como hoje.


Hoje, o tema de discussão era a correcta utilização dos recursos energéticos, e como aproveitarmos o máximo para gastarmos o mínimo. Falaram de painéis solares, acho bem! Falaram da necessidade de electrificar o transporte de mercadorias, acho MUITO BEM (já pareço os tipos do parlamento... )! Falaram das lâmpadas economizadoras, acho mui... alto e pára o baile! Vamos cá ver uma coisa, essas lâmpadas têm um funcionamento análogo ao das lâmpadas fluorescentes, e como tal, o consumo de energia é mais elevado quando "se liga a luz" do que passados alguns minutos, quando a lâmpada economizadora atinge o seu pico de funcionamento/rendimento (mesmo os mais despistados já devem ter notado que a luminosidade destas lâmpadas vai aumentando), a bem dizer, lembra as boas e velhas válvulas dos rádios. Já as incandescentes, por não terem o "arrancador", tornam-se mais económicas para curtos períodos de funcionamento, caso de uma despensa em que se entra e sai logo de seguida (ou porque raio acham que as tabelas comparativas têm como unidade de tempo a hora?).

Não sou, anti-verde, ou anti-ecologia, nada disso! Sempre que necessito de luz para escrever ao computador que está em modo "eco" o que lhe reduz a performance e o consumo energético, são duas (sim, duas!) lâmpadas economizadoras que me dão a luz para ver as teclas, e que por sinal foram caras que nem c@#n@$, mas estão ali vai para quatro anos, mais do que qualquer incandescente que tenha usado, ou até que todas as economizadoras de "primeira geração" que por aquele candeeiro passaram.

sexta-feira, agosto 27, 2010

mente minada

Perguntaram-me em tom casual sobre as tendências sexuais de uma pessoa conhecida... sei lá eu! Nunca havia pensado nisso, todo o comportamento, o modo de vida e o relacionamento com as outras pessoas que havia visto sempre foram registados na minha mente como "normal", tirando um ou outro pormenor, mas todos temos as nossas "coisas" estranhas... e alguém ao fim de cinco minutos larga-me uma bomba destas ao ouvido...
A pergunta levou-me a, sem querer, enquadrar todos os pormenores até aí "normais", como revelações de "tendências" homossexuais, o comportamento, o modo de vida e o relacionamento com as outras pessoas que havia visto, adquiriram um outro registo que a minha mente agora teima em não despegar da pessoa em questão...
Há poucos dias vi um filme sobre algo do género, uma ideia era colocada na mente de um sujeito, com o intuito de essa ideia crescer de forma a obter um resultado comportamental desejado.
Esta pergunta acabou por ter o mesmo o efeito, uma ideia base, capaz de alterar o comportamento final do portador da ideia... daqui por uns tempos, ao ritmo a que as ideias crescem e amadurecem, o mais certo é sofrer uma alteração comportamental para com a pessoa em questão, discriminando-a, e muito certamente evitando-a, devido a uma pergunta que levou a toda uma alteração da minha forma de observação... porque a pessoa é, agora, diferente do que era.
Faz sentido?
Óbvio que não! Apesar de a ideia cá estar e ser quase impossível remover uma ideia (tal como era narrado no filme), uma ideia pode ser sempre "posta de parte", porque no fundo, a pessoa é exactamente a mesma, e igual a si própria.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

mais uma que já aderiu ao e-escola

Pessoalmente não acho mal a valorização pessoal de todos os que pelas mais diversas razões se viram forçados a deixar de estudar, começo é a achar muito mal a desvalorização dos que estudaram com tanto facilitismo que estão a instaurar... ficam favorecidas as estatísticas a nível europeu. Viva as aparências!
Em breve até os felinos de Portugal terão o 12º ano!

sexta-feira, setembro 04, 2009

esférico na praia

Nunca tive aptidão para jogar à bola, não tinha em terreno adequado, e muito menos tenho em areia!
A praia, por sua vez, é um local onde... espantem-se... há areia! Muita! Correr é virtualmente impossível e trincar areia é quase uma obrigação, mas ainda assim acedi.
Enquanto fazia uma demonstração de como joga uma pessoa com dois pés esquerdos e ambos destros, as fífias e falhas contribuíram para a animação... e a bola foi parar à terra de ninguém quando um casal passava naquela zona... o homem, que vinha lado a lado com a mulher, começou a andar mais ligeiro deixando a mulher para trás, só para puder dar um chuto numa bola.

Concluí o meu raciocínio, quando já cansado (cinco minutos mais tarde), e já junto dos restantes jogadores, comentei com eles o sucedido. Podes tirar o homem à bola, mas não consegues tirar a bola do homem!
Enquanto são fedelhos pensam que vão ser o maior jogador do mundo (um qualquer, que as modas passam depressa), mais tarde jogam para manter a forma (redonda, a da barriga), mais tarde ainda, quando vêem uma bola, são incapazes de resistir a dar-lhe um pontapé como se de um íman se tratasse, um íman que os atrai de volta ao tempo de criança deixando-os de sorriso nos lábios que levam areia fora quando voltam ao lado da mulher que os acompanha.

Posso perceber por observação, mas não me parece que alguma vez vá sentir essa atracção "esferiforme".

segunda-feira, maio 11, 2009

preço em dinheiro

É comum dizerem que o dinheiro não traz felicidade (mas ajuda bastante) e que o dinheiro não compra tudo...
Para esta segunda afirmação há um outro dizer popular que diz: Todo o homem tem um preço.

Não creio que se refiram a "preço", como noutros tempos em que seres humanos eram usados como mercadoria por outros seres humanos, mas numa vertente igualmente sombria que implica a quebra regras e o cumprimento de penas acentuadas.
Não houve conversa sobre valores, mas nada que eles pudessem pagar, ali naquele momento, teria qualquer efeito... ou eles eram demasiado pobres, ou o meu preço não é assim tão baixo.

quinta-feira, maio 07, 2009

chocolate

Misto de desconhecimento e dúvida, o chocolate é... algo. Não é feito com isto ou com aquilo, simplesmente é! O chocolate tem apenas uma obrigação, a de ser comido, caso contrário perderia o toda a razão da existência, ser, ser e ser comido!
As partidas são como o chocolate, feitas com uma finalidade, mas compostas de coisa alguma. Parte-se pelo sim da obrigação, deixa-se para trás o que não se deve... faz-se o que não se devia, e deixa-se por materializar em palavras uma pergunta.
Rai's parta o chocolate, a cafeína e a bolacha maria! Vou-me destas férias! Nem mal, nem bem, apenas com a sensação de que poderia ter sido (muito) melhor.

sexta-feira, maio 01, 2009

ponto final

O meu tempo aqui chegou ao fim. Não aqui no tdi, mas antes aqui onde estou sentado a colocar este texto. Sou da opinião que todas as coisas tem a sua razão de ser, e os seus tempos, e de igual forma, há um tempo e uma razão para acabar.
Já havia colocado uma data para este fim, Agosto de 2010, porque me parecia uma boa altura, já bem dentro da minha década dos 30, dava-me todo o tempo de preparação que necessitaria para arrumar a trouxa e... partir!
Lamentavelmente a situação foi-se, e vai-se, degradando, as opiniões divergem, os comportamentos de pessoas que deveriam ser mais que conhecidas tornam-se desconhecidos, a liberdade de uns começa a tropeçar na liberdade dos outros, a discórdia vai-se instalando, o ambiente vai-se tornando cinzento, e as palavras começam a rarear... a altura, do fim anunciado, é agora... temo que o espaço temporal compreendido entre o instante em que escrevo estas linhas e a data que havia marcado, se torne numa morte lenta e agonizante de algo que até há três semanas tinha toda a razão de ser... uma vida em comum... sem razão, perdeu a razão de ser...
Resta-me tão só, minimizar a bagagem, arrumar tudo, preparar as necessidades e, na data marcada...

sábado, março 07, 2009

notícias

Tive a infelicidade de ouvir no telejornal duas notícias que me deixaram bastante agastado (diria mesmo "mal disposto visceralmente").
A primeira era sobre um padre, no mínimo estúpido (ou, muito possivelmente, em morte cerebral), que decidiu vir a público tomar uma posição, excomungou uma mulher que fez um aborto de gémeos e a equipa médica que o realizou... só se esqueceu de excomungar e repudiar o acto do pai, que era o padrasto da mesma! Pior quando a futura mãe tinha apenas 9 anos!!! Um padre destes, merece, na minha humilde opinião, ser ele próprio excomungado, para não dizer coisas piores (esta corja mete-me realmente nojo com as suas diareias cerebrais!).
A segunda, não foi melhor, falava de raptos de crianças na Guiné-Bissau... chocou-me... chocou-me muito mesmo, saber que existem crianças que são levadas das suas famílias, abusadas, violentadas, porque "apenas" querem aprender a ler e a escrever... ler e escrever, é algo de adquirido por estas bandas (mesmo se pessimamente), mas andamos nós "aqui" em greves, em guerras, em crises, em manifestações, embrulhados numa imensidão de coisas que me parecem agora tão infimamente pequenas... insignificantes...
Fico triste por saber que a humanidade é capaz de tais actos... sinto-me mal, como ser humano, por "ver" a maldade que é real... e cada vez mais valorizo a minha "vidinha" cheia de "problemazinhos de merda" que tenho. Sou um afortunado!

sábado, fevereiro 28, 2009

teoria da escova de dentes

Objecto indispensável de todos os dias é também uma compania insubstituível nas viagens. Pessoal e intransmissível, qual título de transporte, está sempre presente nos fins-de-semana longe de casa.
Há já algum tempo que tenho, no local de destino mais usual, uma à minha espera para evitar esquecimentos e aquisições de emergência, coisa que nunca me aconteceu... até agora!
Afastei-me da rotina por dois dias e no regresso... a dita ficou lá... esquecida, dentro de um tão típico copo de pástico, junta, agarradinha, a uma outra escova de dentes verde...
Por agora já não posso propor "Queres juntar as escovas de dentes comigo?", pois a escova antecipou-se ao dono... talvez ela, a minha escova, queira juntar proprietários com a tal escova verde.

sábado, fevereiro 14, 2009

sensações

Li uma discussão acesa sobre "sensações" ao volante... uma batalha de opiniões em que um defendia a pureza dos mais antigos, e outro a supremacia da tecnologia actual.
Estive para responder. Cheguei mesmo a redigir um texto algo extenso em forma de resposta, pois não me é indiferente. Entre ter, ou não, algum prazer nas minhas deslocações ou viagens ao volante, prefiro tê-lo pois, de certa forma, a vida sorri um pouco mais (isto deve ser efeitos da idade, ando a querer tirar prazer das mais pequenas coisas, ou talvez seja algum vírus que anda no ar), tenho um pouco mais de boa disposição, um pouco mais de paciência, uma pequena margem mais que sempre me ajuda a aturar/ignorar ou desligar das argoladas do "Carlos".
E o debate estava quente, a raiar o ofensivo, mas eu não respondi... a minha opinião é minha, e é esta:
É quase ridículo comparar um automóvel com 20, 15 ou até 10 anos, com um actual acabado de sair da fábrica. Toda a filosofia do produto final é diferente, as necessidades de espaço, as exigências de conforto, as normas ambientais, as obrigações no campo da segurança, e até as regras da economia, ditão resultados finais completamente dispares.
O que torna o clássico/antigo belo é inversamente proporcional ao que torna apetecível um reluzente saído do stand, ou seja, o seu recheio de nada. O facto de não ter mordomias, não ter botões com funções que não se sabe bem o que fazem, não ter um sentimento de segurança intrínseco, ter um conforto sofrível, ter um motor que gasta (e polui) demasiado para o que anda, não ter um manómetro de temperatura do óleo ou outra merda qualquer que só serve para "encher" (e de utilidade quase nula no dia-a-dia)... escolheria para todos os dias um automóvel(/tupperware) que fosse um meio de transporte com todas as paneleirices de conforto e de assistência à condução que considero adequadas a percursos de 7 a 20 quilómetros, porque mais não preciso, e tudo o que viesse a mais era puro desperdício... sei que um tupperware supera facilmente um automóvel com 20 anos, e daí? Carros com essa idade tem estatuto próprio, existem e "vivem" de e para fãs (ler "fanáticos").
Eu aprecio essa simplicidade, sem fanatismos, gosto pelo prazer que me dão e (até) pelo medo que me incutem... mas não necessariamente todos os dias.
E adorei conduzi-lo em pista!

sábado, janeiro 10, 2009

tupperwares vs lancheiras

Em conversa ontem com um colega de trabalho, que recentemente adquiriu uma daquelas "naves espaciais" (também conhecidas por tupperware*) e estava a lamentar-se do valor que tinha pago de Imposto Único de Circulação... não pude deixar de me rir! O valor que afirmava pagar chegava para cobrir as despesas totais da minha lancheira**!
Decidi ir procurar até que ponto, e usando os meus dados, até que ponto se torna ridículo adquirir uma viatura nova...

O líder de vendas dentro da gama dos familiares médios é o bmw (e90) série 3, se escolhermos as versões mais "baratas" (caras que nem cornos, baratas é maneira de dizer) vemos que a versão a gasóleo mais "acessível" pode ser nossa por 38.700€... se pensar que cá por casa mora um líder de vendas do seu tempo (e36) que deverá valer cerca de 5.000€, posso fazer umas contas engraçaditas...

- bmw e90 318d -
preço: 38.700€
seguro: 208,01€
selo: 175€
potência: 143cv
consumos: 4,7 litros para 100km (dados da marca)

- e36 1.7L -
valor: 5.000€
seguro: 199,81€
selo: 18€
potência: 90cv
consumos: 7,2 litros

Depois de fazer alguns cálculos (utilizando por base 20.000km anuais), que não vou colocar aqui, concluí que, tenho 99 (noventa e nove) anos para andar com a minha "lancheira" até esses "tupperwares" chegarem a ser rentáveis! Que é como quem diz, entre um carro "velho" e um novo, sobra-me muito dinheiro para fazer quilómetros e manutenções e revisões e reparações... fiquem com os "tupperwares" que eu cá mantenho a minha "banheira"!

* tupperware: meio de transporte novo, de aspecto "delicado" constituído principalmente por plástico e tecnologia de "ponta" facilmente "avariável".
** lancheira: veículo automóvel robusto e bem construído capaz de resistir às intempéries durante décadas sem problemas de maior.

quinta-feira, novembro 20, 2008

lisboa

Recorri ao transporte público de massas, o metropolitano, a um horário não coincidente com de quem vai trabalhar, a meio da manhã. A rede do metro (para os amigos) teve um valente aumento na sua extensão, o que por um lado o tornou mais abrangente, também o tornou mais demorado (é um assunto que apenas será resolvido no futuro, com as ligações entre linhas). Esta demora acaba por fazer com que seja compensatório andar a pé em vez de percorrer mais umas quantas estações e fazer mudanças de linha, desde que tenha pernas, prefiro ir a pé "poupando" no tempo.
Andei cerca de 3 km a pé, e a conclusão a que cheguei é que Lisboa, como cidade, está moribunda... grande parte do comércio encontra-se fechado por tempo indeterminado, e até os centros comerciais aparentam desolação (mesmo os mais recentes), acumulam-se as viaturas abandonadas aqui e ali constantemente alvejadas pelos pombos, um sem número de prédios de fachada elaborada não têm tecto, não têm manutenção, ou estão escorados para que não cedam à força descoberta por Newton... e os pedestres? Os pedestres variam dos aposentados que se imobilizam ao sol num banco de um qualquer "jardim" mal tratado, passando por um baixo número de jovens que partilha esses mesmos jardins para "fumar umas", até aos sem abrigo e os pedintes, que daqui e dali fazem o "seu cantinho" ou a "sua fonte de rendimento"... tudo em tons pálidos, mortos, decadentes e sem apuro... a excepção são os funcionários dos bancos e os vendedores de automóveis, os "bem vestidos" que se encontram à porta para contornar a lei do tabaco porque, não há quem entre nos estabelecimentos para lhes ocupar o tempo.
Olhando para o chão, as pedras da calçada estão gastas, e nos intervalos entre elas, rapidamente se perde a conta às pontas de cigarro neste "cinzeiro português", as folhas das árvores, já nuas, amontoam-se onde o vento as larga... quem passa de carro, porque o transporte público é para quem sofre com a tal crise, não vê, não tem tempo para ver... que Lisboa está a morrer...

quarta-feira, outubro 29, 2008

ananase

Ananase é um anti-inflamatório... será que o seu respectivo genérico terá o nome de... abacaxe?

segunda-feira, agosto 04, 2008

é oficial!

Tenho mau feitio!

Pelo menos assim o diz, e até me admira que não reclame por escrito, a senhora de roupas elásticas diminutas que voltou atrás para perguntar onde costumava beber água, não fosse o mau feitio ser contagioso... eu vivo num condomínio fechado com piscina na cobertura, segurança à entrada, pago de condomínio o que você ganha num mês (eu é que ganho mal), sou uma mulher com estudos, trabalho num escritório com ar-condicionado, vou de carro (com menos de um ano) para o trabalho, só compro roupa de marca e fora da época dos saldos, vou todas as semanas ao cabeleireiro... pena é, para estas pessoas, que o dinheiro não consiga comprar boa educação, civismo, e um pouco de lógica.
Ficou indignada com a chamada de atenção... temos pena!

O maior estúpido não é o estúpido, é quem se julga mais inteligente e que assim desconsidera a inteligência dos outros.

terça-feira, julho 22, 2008

dias...

Costumam dizer-me em tom de brincadeira "Há manhãs que um homem à tarde não devia sair à noite!", ou por vezes "Há dias que mais valia nem sair da cama"... e se em vez de dias a "coisa" começasse a tomar uma dimensão maior? Sim, maior. Qualquer coisa como semanas, quem sabe até meses... nem quero pensar em anos! Já me começa a parecer que a frase já não se refere a dias, e começa cada vez mais a soar como "Há meses que não devia sair da cama!"... quase que poderia dizer, se fosse médico, que padeço de uma doença que me torna completamente descoordenado a nível motor, de tal forma que, até os mais banais e simples gestos, ou combinações sequenciais de gestos mecanizados, acabam com um completo desastre e a total, ou parcial (mas, muito perto da total), ruína do que quer que seja que estava em meu poder... devo ser um caso clínico... só pode! Ou então é uma dessas fases negras que para aí anda!

sexta-feira, julho 18, 2008

animal de estimação

O "velhote" por aí anda... ora fazendo testes de ressonância no sofá, ora aproveitando o ar em movimento forçado da ventoinha... sempre disse que de quem menos ele gostaria, dos humanos que habitam a minha casa, seria de mim. Sou algo desligado, nem sempre lhe dou atenção, obrigo-o a ter certos comportamentos, ralho com ele quando faz algo que não deveria... é um cão, e o que eu, como humano, vejo como errado, para ele pode ser certo... acabei por tomar, em certa escala, a posição de "dono". Mas eu não sou dono dele... é um companheiro, um "recipiente vivente de feitio moldável"... moldável em parte! Consegui ensiná-lo a não comer coisas que não deve, a parar antes de passar uma estrada (não olha para ambos os lados, mas não se pode ter tudo) e a sentar-se quando, em estado eléctrico, queria pedir "algo"...
Nunca achei que me visse como seu amigo, acho que me vê antes como uma figura algo negra... talvez entre o medo e o respeito, mas num pormenor contraria esta minha ideia do que "pensará" de mim... quando algo o assusta realmente, é para perto de mim que vêm, e se não estiver presente, é no meu quarto que se abriga/esconde/protege. Talvez para ele, eu afinal não seja tão assustador e, talvez, só talvez, por entre todo aquele pêlo branco macio, que tantas vezes lhe oculta os olhos, ele me veja como um porto de abrigo protector.

Afinal sabes que a "disciplina" é para teu bem, e é assim que demonstras o teu afecto para comigo... bola de pêlo.