Haverá alguma p**a de razão para, a esmagadora maioria dos automobilistas, travar assim que termina uma ultrapassagem... mesmo quando não é necessário?!
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terça-feira, fevereiro 05, 2019
p**a de mania!
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sexta-feira, dezembro 09, 2016
conversas de poupança
O tema inicial era, deveria alguém trocar uma scooter 125cc por outra, da mesma marca, mas com uma função ligeiramente diferente. Se a primeira é mais pequena e mais adequada a andar em cidade, a segunda é maior e mais adequada para trajectos mais longos.
Muitas opiniões e alguns relatos para a frente e para trás e, começa-se a falar da manutenção e dos custos inerentes a circular com um veículo de duas rodas versus um de quatro. Um automóvel, um smart a gasóleo ou um carro a gpl, seria mais em conta que uma scooter?
A resposta, assim de cabeça, era não. Primeiro, porque abomino os smart (pelas mais variadas razões) e em segundo, porque já tinha feito umas contas para um carro a GPL versus a scooter e ainda me lembrava delas.
Actualizadas as contas e a resposta foi a seguinte:
Então vamos lá ver das contas (sem contar com o preço de aquisição e respectiva desvalorização para não favorecer ainda mais a PCX).Contra factos não... ah e tal mas a tua gasta menos que a minha! Aprende a poupar o material!
PCX: desde 02/01/2013 percorreu 41194km até ao último abastecimento e contando com o equipamento (capacete, luvas, casaco, impermeáveis e tudo o que é necessário para circular em qualquer condição meteorológica), custou no total, 3273.19€ (consumos médios de 2.11l/100km com um custo em combustível de 1272.56€)
Carro a GPL: desde 25/08/2013 percorreu 41252km até ao último abastecimento, custou no total, 3748.24€ (consumos médios de 7.74l/100km com um custo em combustível de 2201.49€)
A PCX trocou pneus aos 23k, pastilhas aos 37k, correia aos 25k e roletes aos 39k. O total das revisões foi 577.12€
Nesta distância, o carro levou amortecedores (245.51€) e um par de pneus (199.75€), se o período de utilização usado para comparação fosse igual, pagaria mais um seguro, mais uma inspecção e mais um selo (cerca de 210€ no total) e custou em revisões 229.72€.
Acrescento ainda que, das 10 revisões feitas à PCX, só a última não foi feita no representante e que o preço das revisões do carro é francamente baixo comparado com o do representante.
Como disse lá mais acima, o que a PCX poupa em combustível cobre bem as despesas que possa dar a mais pelos intervalos de manutenção mais curtos.
E nem sequer quero falar de motores a diesel, porque esses, de certeza, dão mais chatices e despesas de oficina e em combustível do que o exemplo que aqui coloquei.
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segunda-feira, março 17, 2014
se dúvidas houvesse
Em tempos de crise e, em particular, quando o trabalho escasseia, muitos são os que tentam ter algum rendimento de forma menos lícita. Muitos destes, empreendem em actividades que não podem ser consideradas prejudiciais, mas no entanto, são actividades ilegais.
A apanha de pinha mansa verde está legislada e é permitida, com a devida autorização do dono do terreno, num período compreendido entre 16 de Dezembro e 31 de Março (salvo excepções devidamente regulamentadas).
Mal amados, desprezados e até rebaixados por muitos, elementos desta Polícia teimam em manter o pulmão da cidade de Lisboa o melhor que podem com os parcos meios que têm à disposição, tendo este ano, até ao momento, expediente judicial elaborado (maioritariamente referente ao furto de pinha) em maior volume do que a Polícia Municipal de Lisboa com 10 vezes mais meios humanos e uma incalculável diferença em meios materiais.
Hoje, numa volta de pouco mais de 11 quilómetros a cavalo (a forma ideal de patrulhamento para situações como esta), onde o trabalho em equipa foi a base do sucesso, foi evitado o furto de cerca de 400kg de pinha... a juntar às várias toneladas já apreendidas nos últimos três meses.
Pena é que não nos seja atribuído crédito pelo trabalho desenvolvido e que, por ego de alguns, a verdade seja adulterada e os louros fiquem para quem nada fez, ou faz, em prol da defesa e preservação do Parque Florestal de Monsanto.
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segunda-feira, março 10, 2014
nem todas as cicatrizes são más
sexta-feira, abril 26, 2013
o ódio de estimação pelo automóvel... em números!
Denota-se um crescente ódio pelo automóvel, por ser poluente, por ocupar demasiado espaço, por ser caro e por ser poluente (não, não me estou a repetir, a maioria dos que odeiam o automóvel batem-se sempre com a vertente eco-totó).
Há dias tive uma troca de palavras sobre a questão da despesa mensal que é um automóvel, e mesmo se não houve vencedor nem vencido, a prova de que o automóvel é um meio de transporte aceitável ficou dada publicamente mesmo quando teimavam afincadamente que "transportes públicos é que é", mesmo que, em condições muito particulares.
A nível energético é óbvio que é mais caro alimentar todos os carros do que alimentar apenas transportes públicos, nem é necessário fazer contas para chegar a essa conclusão, mas e o orçamento familiar?
Começando por basear a deslocações no preço das casas que são mais baratas na periferia do que na cidade (e com melhores condições), as deslocações para o trabalho (no centro da cidade) são necessariamente maiores, e eis a parte onde entram os números.
As condições do exemplo que dei na discussão são, duas pessoas deslocarem-se no mesmo carro para o centro da cidade totalizando 60 quilómetros, o carro fica com quem pode estacionar sem a despesa do parquímetro, contabilizando o IUC de um automóvel anterior a 2007, as IPO, o seguro obrigatório e a manutenção do mesmo (uma revisão por ano e um par de pneus) versus o L123 que necessitaria para fazer a mesma deslocação para uma pessoa (seriam necessários dois para o agregado familiar)... o tempo de deslocação foi "considerado" como uma questão de "conforto".
As despesas mensais seriam:
- Dois L123 custariam 134€;
- O automóvel mais vendido em Portugal (Renault Mégane 1.5dci que gasta 5.8l/100km) custaria cerca de 167.00€;
- A mota mais vendida em Portugal (Honda NC700X que gasta 3.6l/100km) custaria cerca de 111.67€;
- A scooter mais vendida em Portugal (Honda PCX 125 que gasta 2.6l/100km) custaria cerca de 80.96€;
- O automóvel híbrido mais comum em Portugal (Toyota Prius que gasta 5.2l/100km) custaria cerca de 172.06€;
- O carro a GPL escolhido ao "acaso" (Toyota Corolla que gasta 8.0l/100km) custa cerca de 140.45€.
O que me parece interessante é:
- A moda das duas rodas (scooter ou mota) é plenamente justificada, apesar de desagradável na altura do Inverno;
- O híbrido está ao nível de despesa do motor a gasóleo (os valores são sem intervenções extra revisão, quer de danos quer de problemas mecânicos, onde a história seria diferente certamente);
- Duas scooter fazem a mesma despesa de um carro a gasóleo;
- O carro a GPL é mais barato do que o carro a gasóleo?!
- Os transportes públicos ficam mais baratos do que qualquer das hipóteses de quatro rodas mas apenas por uma diferença de 6.45€ para o convertido a GPL.
- Os eco-totós que defendem os transportes públicos, o andar de
bicicleta, o andar a pé, as paneleirices de duas e quatro rodas movidas a
electricidade de certeza que moram muito perto do trabalho!
![]() |
| vencedora da economia |
domingo, janeiro 20, 2013
ACA-M
"(...) 68% das mortes entre atropelados são de facto mortos nas passadeiras. O que significa, por um lado, que não há respeito dos automobilistas pelos peões, e por outro lado, as chamadas passagens de peões, não são configuradas convenientemente (...)" por Manuel João Ramos presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados.
Lamento que, ainda assim, lhe falte um lado. Apesar de respeitar o que a ACA-M faz (se bem que por vezes cai um pouco no exagero) bem como o que foi dito nesta notícia, é pena que não veja o lado do automobilista, o terceiro lado.
68% das mortes por atropelamento dão-se em passadeiras, mas não culpe só os automobilistas e quem escolhe a localização das passadeiras, culpe também os peões, os que fazem da passadeira uma continuação do passeio e que se julgam, erradamente, com prioridade, que se julgam indestrutíveis e que são irresponsáveis, quer para consigo próprios, quer para com o automobilista. A culpa nunca é só de um lado, e a ACA-M não deveria fazer vista grossa ao comportamento idiota de alguns dos peões que engrossam esta lamentável estatística.
Sobre os ciclistas que são notícia na mesma peça... sendo quase todos portadores de carta de condução, é vergonhosa a conduta que apresentam quando circulam na via pública, pois o código da estrada (mesmo que deva ser alterado para lhes atribuir um "estatuto" adequado) não lhes permite circular paralelamente a outro ciclista, não lhes permite passar sinais vermelhos, não lhes permite usar as passadeiras quando estão montados nas bicicletas, não lhes permite andar contra o sentido do trânsito e não lhes permite circular nos passeios, e todos os dias, todos os dias sem excepção eu vejo fazer isto. Há falta de respeito, mas mais uma vez, não é só por parte dos automobilistas.
segunda-feira, janeiro 16, 2012
empreendimento
quinta-feira, janeiro 05, 2012
a parvoíce de um povo
Numa conhecida rede social anda meio mundo Português a colocar fotos, a comentar fotos e falar mal do Pingo Doce por causa de uma jogada fiscal que fez com que o grupo Jerónimo Martins passasse a ser detido por uma firma do grupo sediada na Holanda... já estou a começar a ver organizarem boicotes aos produtos à venda no Pingo Doce porque "agora não pagam impostos em Portugal"... mas será que esta gente que comenta estas coisas, e até se dá ao trabalho de fazer cartazes com a imagem do Pingo Doce com os dizeres alterados, não pensa? Será que se estivessem na mesma posição não fariam o mesmo? Isto vindo de um povo que faz tudo o que pode (e o que não deve) para fugir aos impostos, é algo que revela um elevado senso de moralidade!Vejamos, os imóveis pagam taxas, há toda uma quantidade de licenças que têm que ser pagas para terem a "porta aberta", pagam ordenados aos funcionários que têm descontos de IRS e para a segurança social, como empregador, pagam também segurança social por cada empregado que têm a seu serviço, o IVA que pagamos quando fazemos uma compra numa das suas superfícies comerciais e até os produtos que vendem de origem Portuguesa, passou tudo a ser Holandês? Passou tudo a ir para o cofre dos Holandeses, foi? Quando a Nestlé investiu em grande escala na nossa "última" crise ninguém se queixou! Quando a Auto-Europa foi construída sobre a alçada Volkswagen para produzir modelos da mesma marca e da Ford também ninguém se queixou! Mas agora, que um grupo nacional, faz o que qualquer grande grupo internacional faria para se manter competitivo, criticam e geram esta onda de "estupidez"? Em vez de criticarem, que tal pedirem facturas de tudo o que adquirem e dos serviços que contratam? Era capaz de ser melhor ideia, não?
Ainda bem que o Pingo Doce não investe nada em Portugal...
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segunda-feira, novembro 07, 2011
tragedy of theatre...
And when he falleth
- That cross you wear around your neck is it only a decoration, or are you a true Christian believer?
- Yes, I believe - truly
- Then I want you to remove it at once! - and never to wear it within this castle again! Do you know how a falcon is trained my dear? Her eyes are sown shut. Blinded temporarily she suffers the whims of her God patiently, until her will is submerged and she learns to serve - as your God taught and blinded you with
crosses.
- You had me take off my cross because it offended....
- It offended no-one. No - it simply appears to me to be discourteous to... to wear the symbol of a deity long dead.
My ancestors tried to find it. And to open the door that seperates us from our Creator.
- But you need no doors to find God. If you believe....
- Believe?! If you believe you are gullible.
Can you look around this world and believe in the goodness of a god who rules it? Famine, Pestilence, War, Disease and Death! They rule this world.
- There is also love and life and hope.
- Very little hope I assure you. No. If a god of love and life ever did exist... he is long since dead. Someone... something rules in his place.
(passagem falada da música indicada acima do grupo Theatre of Tragedy)
- That cross you wear around your neck is it only a decoration, or are you a true Christian believer?
- Yes, I believe - truly
- Then I want you to remove it at once! - and never to wear it within this castle again! Do you know how a falcon is trained my dear? Her eyes are sown shut. Blinded temporarily she suffers the whims of her God patiently, until her will is submerged and she learns to serve - as your God taught and blinded you with
crosses.
- You had me take off my cross because it offended....
- It offended no-one. No - it simply appears to me to be discourteous to... to wear the symbol of a deity long dead.
My ancestors tried to find it. And to open the door that seperates us from our Creator.
- But you need no doors to find God. If you believe....
- Believe?! If you believe you are gullible.
Can you look around this world and believe in the goodness of a god who rules it? Famine, Pestilence, War, Disease and Death! They rule this world.
- There is also love and life and hope.
- Very little hope I assure you. No. If a god of love and life ever did exist... he is long since dead. Someone... something rules in his place.
(passagem falada da música indicada acima do grupo Theatre of Tragedy)
domingo, agosto 21, 2011
domingo à tarde
Um dia diferente dos outros para a maior parte das pessoas, afinal de contas faz parte do tão desejado "fim-de-semana".
Hoje calhou-me ir às compras num dia cinzento com cara de chuva iminente e temperatura amena (fiz bem marcar férias só para o Inverno), e com o resto da tarde sentei-me em frente à televisão... a ver um filme da altura em que o Kevin Costner era um galã... que deprimente!
Baba e ranho constantemente no ecrã, o típico romance do Nicolas Sparks em que a distância, e todas as diferenças teimam em dificultar a relação (que diabo! conheço a história quase de cor!), mais baba e ranho e as agulhas começam a querer acertar-se e depois, o desfecho dramático!... Como diabo é que isto vende livros e bilhetes de cinema no mundo inteiro? É quase tão deprimente como os programas sobre a vida dos "famosos" deste país e respectivas férias que têm em locais paradisíacos.
Será a desgraça e a inveja no seu melhor?
Hoje calhou-me ir às compras num dia cinzento com cara de chuva iminente e temperatura amena (fiz bem marcar férias só para o Inverno), e com o resto da tarde sentei-me em frente à televisão... a ver um filme da altura em que o Kevin Costner era um galã... que deprimente!
Baba e ranho constantemente no ecrã, o típico romance do Nicolas Sparks em que a distância, e todas as diferenças teimam em dificultar a relação (que diabo! conheço a história quase de cor!), mais baba e ranho e as agulhas começam a querer acertar-se e depois, o desfecho dramático!... Como diabo é que isto vende livros e bilhetes de cinema no mundo inteiro? É quase tão deprimente como os programas sobre a vida dos "famosos" deste país e respectivas férias que têm em locais paradisíacos.
Será a desgraça e a inveja no seu melhor?
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segunda-feira, março 14, 2011
greve dos camionistas
A greve ainda mal começou e já me está a causar transtornos!
Há sempre coisinhas por fazer (reparar) num automóvel usado, e como tal, marquei a semana passada deixar o carro hoje na oficina para repararem uma coisa de menor importância no tablier... nada de especial, ainda antes do prazo que me tinham dado telefonaram-me para levantar o carro, o problema maior foi uma outra anomalia que notei entretanto, o puxador da porta estava deslocado e "dançava" um pouco. Bendita garantia! O representante prontificou-se a encomendar uma peça de substituição sem qualquer custo para a minha pessoa... não sabemos é quando chega... talvez amanhã, talvez outro dia, dependendo da greve.
Pois... não estou contra a greve, se se acabar o combustível e não tiver transportes para ir trabalhar, posso sempre ir de bicicleta! Venha de lá a greve que eu aguento-me com o puxador partido até lá!
Há sempre coisinhas por fazer (reparar) num automóvel usado, e como tal, marquei a semana passada deixar o carro hoje na oficina para repararem uma coisa de menor importância no tablier... nada de especial, ainda antes do prazo que me tinham dado telefonaram-me para levantar o carro, o problema maior foi uma outra anomalia que notei entretanto, o puxador da porta estava deslocado e "dançava" um pouco. Bendita garantia! O representante prontificou-se a encomendar uma peça de substituição sem qualquer custo para a minha pessoa... não sabemos é quando chega... talvez amanhã, talvez outro dia, dependendo da greve.
Pois... não estou contra a greve, se se acabar o combustível e não tiver transportes para ir trabalhar, posso sempre ir de bicicleta! Venha de lá a greve que eu aguento-me com o puxador partido até lá!
sábado, novembro 06, 2010
auris
Round 2 da fase test-drive!
Fui testar um Auris... quer dizer, fui passear, porque aquilo não foi testar nada a nível dinâmico pelo menos. A carcaça é engraçada, apesar de tupperware, é-o mas disfarçadamente (pelo menos é menos descarado que alguns produtos "alemães"). O rolar é confortável mas, aparentemente, mais "oscilante" do que o meu gosto particular (o conforto a isso o obriga) o motor, Diesel, de baixa cilindrada é económico e simpático quando solicitado, a direcção é horrível fruto da assistência eléctrica, parece que não se tem nada nas mãos, a caixa de seis velocidades requer habituação para não meter a quarta em vez da sexta (nem nas aulas de condução me enganava a meter mudanças... onde há aqui um buraco para me esconder), os interiores pareceram-me melhores que os da octavia, e por último, o equipamento sport (apenas disponível nas versões a gasóleo, o que é perfeitamente estúpido) era composto por um painel de instrumentos convencional com ponteiros acompanhados de um painel digital ao centro...
A seguir foi a experiência com o motor Otto, igualmente económico, sem turbo, mas com resposta compensada pelo sistema dual vvt-i (abertura de válvulas variável, quer na admissão quer no escape), apenas se tornava anémico em mudanças mais altas, carros feitos para andar em cidade... pf! Os interiores eram os convencionais, o centro dos ponteiros dos manómetros eram ocupados com a indicação digital do consumo instantâneo, média de consumos, quilómetros percorridos e as mordomias já habituais... pacote sport não disponível, já disse que é estúpido considerar um Diesel desportivo e não o Otto?
O meu interesse neste pequenino motor 1.33L de cilindrada é o facto de ser pequeno, leve, e com uma potência declarada na casa da centena de cavalos e um binário máximo disponível "cedo" para um motor que queima gasolina. Agradou-me a mecânica, mas no geral, em ambos os carros, não há nada que me faça pensar "eu quero um carro destes porque...", parece que vou ter que continuar a experimentar... mas a escolher, escolhia a gasolina!
Fui testar um Auris... quer dizer, fui passear, porque aquilo não foi testar nada a nível dinâmico pelo menos. A carcaça é engraçada, apesar de tupperware, é-o mas disfarçadamente (pelo menos é menos descarado que alguns produtos "alemães"). O rolar é confortável mas, aparentemente, mais "oscilante" do que o meu gosto particular (o conforto a isso o obriga) o motor, Diesel, de baixa cilindrada é económico e simpático quando solicitado, a direcção é horrível fruto da assistência eléctrica, parece que não se tem nada nas mãos, a caixa de seis velocidades requer habituação para não meter a quarta em vez da sexta (nem nas aulas de condução me enganava a meter mudanças... onde há aqui um buraco para me esconder), os interiores pareceram-me melhores que os da octavia, e por último, o equipamento sport (apenas disponível nas versões a gasóleo, o que é perfeitamente estúpido) era composto por um painel de instrumentos convencional com ponteiros acompanhados de um painel digital ao centro...
A seguir foi a experiência com o motor Otto, igualmente económico, sem turbo, mas com resposta compensada pelo sistema dual vvt-i (abertura de válvulas variável, quer na admissão quer no escape), apenas se tornava anémico em mudanças mais altas, carros feitos para andar em cidade... pf! Os interiores eram os convencionais, o centro dos ponteiros dos manómetros eram ocupados com a indicação digital do consumo instantâneo, média de consumos, quilómetros percorridos e as mordomias já habituais... pacote sport não disponível, já disse que é estúpido considerar um Diesel desportivo e não o Otto?
O meu interesse neste pequenino motor 1.33L de cilindrada é o facto de ser pequeno, leve, e com uma potência declarada na casa da centena de cavalos e um binário máximo disponível "cedo" para um motor que queima gasolina. Agradou-me a mecânica, mas no geral, em ambos os carros, não há nada que me faça pensar "eu quero um carro destes porque...", parece que vou ter que continuar a experimentar... mas a escolher, escolhia a gasolina!
segunda-feira, outubro 25, 2010
octavia II
Ainda sobre a experiência de condução (pode chamar-se isso ao que eu estava a fazer?), vou ter que repetir mais testes destes nos próximos tempos... e a ideia não me agrada nada!
Agrada-me a melhoria significativa de desempenho da "alma", mas não me agrada mesmo nada que essa alma venha agarrada a tanta porcaria que em nada difere do que a microsoft faz... software com base em zeros e uns que faz funcionar hardware de uma determinada maneira... dão-me um sentimento de segurança, que instintivamente tomo como "falso". A experiência foi/é vazia de... sentimento? Pode-se falar de sentimento? De paixão, de arrepios e daquela presença no limiar "está quase... quase... quase... não fugiu!"? Os sentidos são quase que suprimidos, não se ouve, a visão é toldada, e...
Progredir e acompanhar os tempos... parece-me algo tão difícil. Resistência a mudança é uma característica do ser humano, e poucos são os que não a sentem (ou sentem, mas não o admitem), e avizinham-se ainda mais mudanças, mais do que já houve neste último ano, pelo andar da "evolução", vou acabar por ficar "imune" à mudança.
(mais rápido, mais eficiente, mais seguro, mais tudo, até mais "sem sal"!)
terça-feira, outubro 19, 2010
octavia I
Por cortesia de um dos patrocinadores da world bike tour, fui fazer um test-drive a um skoda, já não fazia um há uns anos, e se da última vez ia de espírito aberto (e não de bolsa aberta, que isso de carros novos não me fica nada bem), desta ia decidido a fazer o teste para... puder falar mal com conhecimento de causa!
Meia dúzia de palavras com o funcionário (colaborador! nunca mais me adapto) e lá estava eu, dentro de uma combi (?) dessa marca que é um parente barato da vw... 15 a 20 minutos por minha conta, seria fácil encontrar coisas para falar mal! Era uma carrinha, pesada e cheia de mordomias, que na maior parte dos casos nem sei para que servem, era a gasóleo (coisa que está na moda mas é um disparate a meu ver, tal como os carros híbridos, mas até esses são a gasolina) com um motor de "baixa" cilindrada... seria demasiado fácil...
Sentei-me, ajustei a profundidade, as costas e a altura do banco, regulei os espelhos, coloquei o cinto... a caixa parecia agradável, a direcção era demasiado assistida (ahã!), o pedal da embraiagem era esponjoso (ahãããã!), não se ouvia o motor, e os aparelhómetros tinham uma informação digital mesmo à frente do meu nariz que não parecia servir para nada (indicava se deveria mudar de mudança, e para qual... dah!).
Circular em mau piso não é "bom" (eu bem sabia que isto era um tupperware!), ao fim de alguns quilómetros em empedrado arriscava-me naquele instante a dizer que "deve ser uma bela merda", escolhi um percurso que conheço e onde passei dezenas de vez, faz parte do trajecto do trabalho, e lá fui eu avaliar o "comportamento" daquele "rabo gordo"... abusei um pouco, pois havia margem para isso, foi possivelmente, de todas, a vez que mais rápido ali passei (hm?!), e na curva mais apertada, encostei o acelerador ao fundo, sentia-se a electrónica a trabalhar, não ganhava velocidade, os pneus não chiavam, a trajectória não alargava, não era preciso corrigir nada na direcção, nem os ressaltos do pavimento fizeram a Octavia mudar de rota! Mais adiante repeti a dose! E em curvas onde, quem não acerta com os tempos, desafina a música toda... nada! Nem um centímetro! Nada de nada!
Voltei para casa triste... compreendo que, a bem da segurança rodoviária, haja todo um arsenal de electrónica que trabalha preventivamente para evitar o acidente, e isso, actualmente faz com que qualquer primata consiga conduzir um automóvel... o que mais triste me deixou, não foi o facto de todo o gozo e prazer que me dá a condução ter sido removido do acto de conduzir por um imenso polvo que se estende a toda a máquina e que se chama Electrónica, é ter noção da quantidade de acidentes, de feridos e de mortos que ainda há todos os dias nas estradas, quando os automóveis são assim, indistintos, neutros, perdoadores e seguros.
quinta-feira, novembro 12, 2009
pulgas, o gato
Por três vezes encontrei o Pulgas a seguir ao jantar enquanto esperava a hora de saída do trabalho.
A primeira vez não se aproximou apesar da minha insistência em o chamar...
Da segunda sentei-me na soleira da porta, ele aproximou-se mas nunca o suficiente para que lhe pudesse tocar...
No terceiro dia, ao vê-lo, sentei-me novamente na soleira sem o chamar, veio até perto de mim e permitiu que lhe fizesse festas...
Hoje, o quarto dia que o vi após a hora do jantar, sentei-me no banco de jardim, suponho que me tenha reconhecido, pois saltou para o banco e aninhou-se a mim. Coloquei o meu braço esquerdo por cima dele e acaricie-lhe o pêlo preto da cabeça com uma mão destreinada e habituada a um cão branco imensamente peludo... quase poderia jurar que o ouvi ronronar, antes de me ter dado uma patada de unhas salientes arranhado-me a mão, mas não se afastou ofendido com a minha falta de jeito para lhe satisfazer os caprichos, antes pelo contrário, recompôs-se no banco e deixou-me continuar...
Eu até não gosto de gatos, e isto é um sentimento mútuo pela parte deles, mas pontualmente, aparece um assim, cativante e capaz de me dar a volta... coisas de gato!
A primeira vez não se aproximou apesar da minha insistência em o chamar...
Da segunda sentei-me na soleira da porta, ele aproximou-se mas nunca o suficiente para que lhe pudesse tocar...
No terceiro dia, ao vê-lo, sentei-me novamente na soleira sem o chamar, veio até perto de mim e permitiu que lhe fizesse festas...
Hoje, o quarto dia que o vi após a hora do jantar, sentei-me no banco de jardim, suponho que me tenha reconhecido, pois saltou para o banco e aninhou-se a mim. Coloquei o meu braço esquerdo por cima dele e acaricie-lhe o pêlo preto da cabeça com uma mão destreinada e habituada a um cão branco imensamente peludo... quase poderia jurar que o ouvi ronronar, antes de me ter dado uma patada de unhas salientes arranhado-me a mão, mas não se afastou ofendido com a minha falta de jeito para lhe satisfazer os caprichos, antes pelo contrário, recompôs-se no banco e deixou-me continuar...
Eu até não gosto de gatos, e isto é um sentimento mútuo pela parte deles, mas pontualmente, aparece um assim, cativante e capaz de me dar a volta... coisas de gato!
quarta-feira, outubro 14, 2009
puta da vaidade
Neste caso não falo da vaidade pura, daquela que advêm de momentos bons, de situações agradáveis entre amigos, não falo daquela que nos faz corar quando alguém repara e comenta num qualquer pormenor nosso, um dos pormenores em que fazemos "gala", não falo daquela vaidade adjacente às nossas coisas boas da vida, não, neste caso falo de uma outra vaidade, daquela que anda de mão dada com a estupidez pura de quem ostenta algo porque é um objecto da moda!
Contra mim falo que já tive diversos e que tantas vezes usei, e uso, objectos semelhantes por (quase) banalidades, mas nunca sem um propósito, nunca sem um princípio básico e uma razão de ser, sempre fiz por contrariar a banalização e o desvirtuar de algo com uma função muito própria e que pessoalmente considero bastante importante, no entanto, inúmeras foram as vezes que usaram esse mesmo objecto para comigo de forma estúpida e banal, de tal forma que me limitei ao silêncio tantas vezes quantas as que me importunaram com esse objecto que de forma tão estúpida insistiam em usar! Pois a noite passada, quis o destino que, algo acontecesse e, como seria de esperar, tivessem pegado no diabo do telemóvel e me dissessem que o velho tinha ido para o hospital a meio da noite com "uma forte dor no peito", mas não, o telemóvel serve para mandar mensagens de formigas, de corações, de abelhas e de mais uma infindável panóplia de merdas que não servem para nada, mas para, pelo menos, me avisarem que havia algo errado na família, não, isso é coisa demasiado séria e fora do real propósito de um telemóvel... que puta de estupidez!
Contra mim falo que já tive diversos e que tantas vezes usei, e uso, objectos semelhantes por (quase) banalidades, mas nunca sem um propósito, nunca sem um princípio básico e uma razão de ser, sempre fiz por contrariar a banalização e o desvirtuar de algo com uma função muito própria e que pessoalmente considero bastante importante, no entanto, inúmeras foram as vezes que usaram esse mesmo objecto para comigo de forma estúpida e banal, de tal forma que me limitei ao silêncio tantas vezes quantas as que me importunaram com esse objecto que de forma tão estúpida insistiam em usar! Pois a noite passada, quis o destino que, algo acontecesse e, como seria de esperar, tivessem pegado no diabo do telemóvel e me dissessem que o velho tinha ido para o hospital a meio da noite com "uma forte dor no peito", mas não, o telemóvel serve para mandar mensagens de formigas, de corações, de abelhas e de mais uma infindável panóplia de merdas que não servem para nada, mas para, pelo menos, me avisarem que havia algo errado na família, não, isso é coisa demasiado séria e fora do real propósito de um telemóvel... que puta de estupidez!
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pior era impossível
quarta-feira, setembro 30, 2009
for the greater good of god?
Please tell me what life is
Please tell me what love is
Well tell me now what war is
Again tell me what life is
sábado, setembro 26, 2009
tremor de terra
Há sempre um espalha brasas... sempre! Não adianta que todos se conheçam numa "comunidade", impreterivelmente vai acabar por surgir um desses espalha brasas.
O ambiente era de algum desnorte, o criador não estava presente, e dos que se sentam à direita do criador um deles andava desaparecido... momento de fraqueza, e entra o espalha brasas em cena! E em menos de dois meses armou reboliço e confusão, semeou tempestades e... conseguiu tornar o que até era um "sítio" pacífico, num imenso caos de palavras atiradas em diversas direcções... pretensões a administrador... será?
O ambiente era de algum desnorte, o criador não estava presente, e dos que se sentam à direita do criador um deles andava desaparecido... momento de fraqueza, e entra o espalha brasas em cena! E em menos de dois meses armou reboliço e confusão, semeou tempestades e... conseguiu tornar o que até era um "sítio" pacífico, num imenso caos de palavras atiradas em diversas direcções... pretensões a administrador... será?
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para pensar,
pior era impossível
sábado, agosto 08, 2009
não são muitos
Por uma conjugação de factores aleatórios, uma grande parte das pessoas que conheço faz anos nos meses de Verão, e como é de esperar há jantares e serões em que grupos se juntam e... começam a falar de episódios caricatos que se passaram.
Dessas conversas, posso concluir que, ter 30 anos, faz com que se perda a noção de tempo, tudo parece ter-se passado recentemente, mas quando se faz contas, é fácil de conseguir encaixar as situações há dez anos atrás. E quando se comenta sobre amigos e conhecidos que há muito não encontramos, que alguém viu recentemente, estão todos a começar a engordar!
Ter 30 anos, apesar do número ter uma dimensão "preocupante", dá uma sensação de "experiência", já não se é obrigado a ouvir constantemente comentários sobre ter vinte anos, e ainda não se é olhado como estando a "meio caminho" de "velho". Não se é, nem carne, nem peixe... é-se marisco!
Dessas conversas, posso concluir que, ter 30 anos, faz com que se perda a noção de tempo, tudo parece ter-se passado recentemente, mas quando se faz contas, é fácil de conseguir encaixar as situações há dez anos atrás. E quando se comenta sobre amigos e conhecidos que há muito não encontramos, que alguém viu recentemente, estão todos a começar a engordar!
Ter 30 anos, apesar do número ter uma dimensão "preocupante", dá uma sensação de "experiência", já não se é obrigado a ouvir constantemente comentários sobre ter vinte anos, e ainda não se é olhado como estando a "meio caminho" de "velho". Não se é, nem carne, nem peixe... é-se marisco!
sexta-feira, julho 17, 2009
psicoiso
Nunca fui a um psicólogo. Verdade! Já me disseram que deveria ir pelas mais diversas razões, basicamente, por tudo e por nada, e particularizando, pelo desaparecimento de um amigo.
Nunca fui! Sempre achei que essa coisa de me deitar num sofá (ou lá como chamam àquela peça de mobiliário) e falar era o equivalente médico ao acto religioso da confissão, e como tal, igualmente desprovido de sentido.
Na minha opinião, tanto a confissão como uma consulta no psicólogo, servem para "falar" de coisas que sabemos à priori que estão mal, falamos dos pecados, ou dos problemas que nos "afligem". Se se identifica um pecado (digno de confissão) como sendo "algo errado que foi feito" pois o ser humano comum tem noção do "certo ou errado", no foro psicológico, também se sabe instintivamente que tipo de comportamentos são positivos ou negativos para o indivíduo (não me venham com as "causas" porque a causa é sempre a mesma: os "progenitores").
Não quero com isto dizer que os psicólogos merecem a forca por estarem a aproveitar uma sociedade que é incapaz de resolver os seus próprios problemas, transpor as dificuldades do seu dia-a-dia, de parar uns minutos para pensar numa solução, ou até incapaz de olhar para o lado e ver que situações piores acontecem e que essas pessoas que as passam resistem, eu até acho que os psicólogos são indivíduos muito inteligentes... sabem muito bem aproveitar as fraquezas dos restantes elementos da sociedade (e também sabem muita coisa capaz de influenciar o comportamento humano).
E não, eu nunca tive uma consulta de psicologia, e se deus quiser nunca hei-de ir a um psicólogo, mas admito que fiquei na dúvida se o café foi com uma mulher ou com uma psicóloga.
Nunca fui! Sempre achei que essa coisa de me deitar num sofá (ou lá como chamam àquela peça de mobiliário) e falar era o equivalente médico ao acto religioso da confissão, e como tal, igualmente desprovido de sentido.
Na minha opinião, tanto a confissão como uma consulta no psicólogo, servem para "falar" de coisas que sabemos à priori que estão mal, falamos dos pecados, ou dos problemas que nos "afligem". Se se identifica um pecado (digno de confissão) como sendo "algo errado que foi feito" pois o ser humano comum tem noção do "certo ou errado", no foro psicológico, também se sabe instintivamente que tipo de comportamentos são positivos ou negativos para o indivíduo (não me venham com as "causas" porque a causa é sempre a mesma: os "progenitores").
Não quero com isto dizer que os psicólogos merecem a forca por estarem a aproveitar uma sociedade que é incapaz de resolver os seus próprios problemas, transpor as dificuldades do seu dia-a-dia, de parar uns minutos para pensar numa solução, ou até incapaz de olhar para o lado e ver que situações piores acontecem e que essas pessoas que as passam resistem, eu até acho que os psicólogos são indivíduos muito inteligentes... sabem muito bem aproveitar as fraquezas dos restantes elementos da sociedade (e também sabem muita coisa capaz de influenciar o comportamento humano).
E não, eu nunca tive uma consulta de psicologia, e se deus quiser nunca hei-de ir a um psicólogo, mas admito que fiquei na dúvida se o café foi com uma mulher ou com uma psicóloga.
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