sábado, agosto 26, 2017

o drama, o horror, a tragédia... da polémica da porto editora

foto do CM (era o que dizia a etiqueta).
No que toca às cores da capa, compreendo perfeitamente a indignação. As crianças (ou antes, os pais), não têm que ser forçados a adquirir uma de duas cores consoante o sexo da criança. É bárbaro limitar as escolhas das cores que se podem usar em qualquer coisa que a crianças diga respeito e, é ainda mais bárbaro, perguntarem "É menina?... Ou menino?" porque o carrinho é cor-de-laranja (ready to race)!
Pior que a capa, dizem os comentadores, que o interior dos livros da polémica eram diferentes, escolhendo como exemplo a foto acima apresentada. Enquanto este pessoal está preocupado com a discriminação de género (não vale a pena falar de igualdade nos ordenados, pois não?), a mim preocupa-me o desfasamento da realidade de todos os que criticam estes livros (em particular as páginas dos labirintos). Será que ninguém percebeu que é aqui que se treina a igualdade de género?! Aos rapazes ensinam a andar mais às voltas, as raparigas ensinam-lhes a serem mais directas, ou será que ninguém reparou que, quando vão às compras, os comportamentos são exactos opostos do que se deseja destes labirintos? Assim equilibram-se as diferenças na geração que se segue! Reduzem-se as discussões, as secas de uns e as demoras de outros! A malta da porto editora é, de facto, visionária!

segunda-feira, julho 24, 2017

histórias da marginal (ou N6)

Por entre um jantar de família, a conversa foi parar a essa "raça do demónio" que são os ciclistas. Sentados do outro lado da mesa, estavam o filho do dono da casa e o sobrinho do dono da casa, se o segundo, que claramente não tinha qualquer preocupação com o facto de já começar a ter campo gravítico próprio, não era fã de qualquer actividade física (salvo a excepção da actividade de mastigar), o primeiro, simplesmente abominava ciclistas. Do lado de cá da mesa, ouvi esta história:
Ia na marginal e quis passar dois ciclistas que iam a par, buzinei-lhes para se encostarem e um deles fez-me sinal "para passar por cima". Esperei que tivesse espaço, passei, meti-me à frente deles, o meu carro é a gasóleo, mandei-lhes duas "gasadas", levaram com um nuvem de fumo preto, depois começaram a reclamar e eu, queres o quê? Agora, anda, passa por cima!

Isto depois de já ter discutido a possibilidade de circular na via que mais se adequa ao destino dentro das localidades, com uma conclusão tirada a ferros, remeter-me ao silêncio não terá sido a minha mais brilhante ideia mas já estava mais que visto que, ali, não ia ter sucesso fosse com que argumento fosse (legal ou cívico).

sábado, julho 08, 2017

oh Camões...

... toma lá mais um pontapé nos tornozelos! 

sábado, dezembro 17, 2016

menina dos olhos

Sem dúvida que se perdeu o encanto e a ternura de outros tempos. Antigamente, a expressão, "a menina dos meus olhos" era usada ao falar de alguém por quem se nutria um sentimento especial... recentemente, ensinaram-me que, na actualidade, "a menina dos meus olhos" é usada quando se quer praticar sexo à bruta e sem sentimento. É chegar, usar para próprio benefício de vaidade e exibição e deitar fora... Ah seu canalha de saca rolhas!


sexta-feira, dezembro 09, 2016

conversas de poupança

O tema inicial era, deveria alguém trocar uma scooter 125cc por outra, da mesma marca, mas com uma função ligeiramente diferente. Se a primeira é mais pequena e mais adequada a andar em cidade, a segunda é maior e mais adequada para trajectos mais longos. 
Muitas opiniões e alguns relatos para a frente e para trás e, começa-se a falar da manutenção e dos custos inerentes a circular com um veículo de duas rodas versus um de quatro. Um automóvel, um smart a gasóleo ou um carro a gpl, seria mais em conta que uma scooter? 
A resposta, assim de cabeça, era não. Primeiro, porque abomino os smart (pelas mais variadas razões) e em segundo, porque já tinha feito umas contas para um carro a GPL versus a scooter e ainda me lembrava delas.
Actualizadas as contas e a resposta foi a seguinte:

Então vamos lá ver das contas (sem contar com o preço de aquisição e respectiva desvalorização para não favorecer ainda mais a PCX).

PCX: desde 02/01/2013 percorreu 41194km até ao último abastecimento e contando com o equipamento (capacete, luvas, casac
o, impermeáveis e tudo o que é necessário para circular em qualquer condição meteorológica), custou no total, 3273.19€ (consumos médios de 2.11l/100km com um custo em combustível de 1272.56€)

Carro a GPL: desde 25/08/2013 percorreu 41252km até ao último abastecimento, custou no total, 3748.24€ (consumos médios de 7.74l/100km com um custo em combustível de 2201.49€)

A PCX trocou pneus aos 23k, pastilhas aos 37k, correia aos 25k e roletes aos 39k. O total das revisões foi 577.12€
Nesta distância, o carro levou amortecedores (245.51€) e um par de pneus (199.75€), se o período de utilização usado para comparação fosse igual, pagaria mais um seguro, mais uma inspecção e mais um selo (cerca de 210€ no total) e custou em revisões 229.72€.

Acrescento ainda que, das 10 revisões feitas à PCX, só a última não foi feita no representante e que o preço das revisões do carro é francamente baixo comparado com o do representante.
Como disse lá mais acima, o que a PCX poupa em combustível cobre bem as despesas que possa dar a mais pelos intervalos de manutenção mais curtos.
E nem sequer quero falar de motores a diesel, porque esses, de certeza, dão mais chatices e despesas de oficina e em combustível do que o exemplo que aqui coloquei.
Contra factos não... ah e tal mas a tua gasta menos que a minha! Aprende a poupar o material!

sábado, outubro 22, 2016

everyday gymkhana

Conduzir debaixo de chuva por entre os buracos, as lombas, as obras, as passadeiras elevadas, as marcações no pavimento, os veículos avariados, os caçadores de polemón e sabe-se lá mais o quê, é que é uma verdadeira Gymkhana! Ken Block, ao lado de qualquer automobilista português... és um menino!

terça-feira, outubro 04, 2016

subir, só porque sim.

Isto não passa de uma pequena brincadeira conjugada com alguns serviços que fui encontrando neste último ano (desde que comecei a andar de bicicleta). 
O princípio foi a aquisição da bicicleta, seguiu-se a curiosidade de saber distâncias, velocidades médias, duração das voltas e quanto se subia no total (there's an app for that: iBiker, ou o iCardio). Como as voltas começaram a ser mais longas, o telemóvel deixou de aguentar horas suficientes, a Garmin tem umas "coisas" pequenas, baratas (algumas) e fáceis de usar que fazem milagres na recolha de dados e ainda nos dizem a que ritmo vai o nosso coração. A seguir apareceu alguém que recomendou o Strava (basicamente é uma rede social para quem gosta de massacrar o corpo) e alguém que indicou o relive, não é mais que um grupo de indivíduos com uma página que se liga ao Strava e que gera uns vídeos sobre as voltas que se vão registando, capaz de ligar as fotos tiradas e colocadas no instagram, para compor a coisa. Bom, os rapazes ainda estão a apurar a coisa e, por isso, às vezes há algumas falhas, mas ainda estão no princípio, hão-de lá chegar.
O resultado é algo parecido com o que fica aqui a seguir, apesar de ter acrescentado algumas fotos na volta em questão e de ter acrescentado também a música, só porque sim.

terça-feira, junho 21, 2016

rotundas... again!

Depois da anterior sugestão sobre a utilização das faixas de disponíveis em rotundas e auto-estradas, desta vez gostava de apresentar publicamente uma sugestão no que toca às prioridades das rotundas, em particular as que têm semáforos.
Porque não, mandar f@der a mania de parar à entrada das rotundas, é irritante e causa trânsito nas vias de acesso às rotundas, sugiro, seguir a corrente de pensamento de um crescente número de automobilistas... quem entra nas rotundas apresenta-se pela direita, logo, quem circula na rotunda deve ceder-lhes passagem.

De certeza que seriam
evitados muitos dissabores para quem ainda pensa que quem entra nas rotundas tem que ceder passagem e, assim, sempre se mantinha a coerência nas regras!