quinta-feira, novembro 09, 2017

uma simbiose (quase) perfeita

Um dos mistérios do mundo automóvel é a proliferação de aracnídeos alojados, na sua forma mais visível, nos retrovisores exteriores. Isto é fruto da evolução do automóvel que para tal tem contribuído, basta reparar que o retrovisor proporciona um esconderijo ideal (a ponto de a proteger de uma lavagem automática), bem como, uma excelente base de trabalho para tecer a sua teia.
Como não poderia deixar de ser, tenho, há anos, um destes seres de oito pernas a habitar o retrovisor direito do meu carro e, devo dizer que, tem feito um trabalho brilhante, não só nas obras de arte que vai tecendo, mas também, em manter o interior da viatura livre de insectos alados. Nós fornecemos a base e o esconderijo, elas tratam de "limpar" bicharada... basicamente é isto.
Não posso é deixar de pensar no que leva uma aranha a alojar-se num retrovisor... como será que toma essa decisão e como é que diz à família?

Lucas the Spider, vídeo aqui.
- Mãe, Pai... tenho algo para vos dizer... - diz a pequena aranha sentada à mesa durante o jantar, enquanto 16 olhos a fixam - Decidi que vou sair de casa. Tenho estado a pensar nas hipóteses que me indicou o psicólogo na escola, eu sempre quis conhecer o mundo para lá destas paredes (esta família morava num sotão) e... e... - levantando os olhos do prato onde apenas sobravam as asas da mosca que tinha sido o jantar, encheu-se de coragem e disse fitando os pais - vou viver para um retrovisor de automóvel!
A mãe leva várias patas à boca de espanto e o pai fica sereno e faz-se silêncio por instantes...
- Minha filha... - começa o pai - sabes que isso não é vida para aranha nenhuma...
- O que vão dizer as vizinhas? - pergunta a mãe com a voz a tremer enquanto pegava numa das pontas de seda da toalha de jantar para secar uma teimosa lágrima.
- ... devias escolher um sítio sossegado neste sotão, há um cantinho na terceira travessa que era óptimo para ti. Podias vir visitar-nos de vez em quando. A tua mãe e eu até já lá fomos ver e tudo. - continuou o pai.
- Pai... já tomei a minha decisão, inscrevi-me e já fui aceite... consultei ontem a página web e fui destacada.
- De passageiros ou comercial? - perguntou o pai.
- Passageiros.
- Gasolina ou gasóleo?
- Gasolina.
- Retrovisor esquerdo ou direito?
- Direito.
- Picuinhas ou despreocupado? - referindo-se ao quão cuidadoso seria o dono do veículo.
- Mais para o despreocupado - respondeu com um ligeiro sorriso, sabia que a sua mãe iria ficar mais descansada.
- País da marca?
E orgulhosamente a pequena aranha respondeu - Japão!
- Não ficavas nada mal com um alemão ou um italiano com mais de 25 anos, são óptimos por... - e parou a frase ao sentir o olhar irado da sua companheira - Cof cof! Bom! Errr... dizia eu, escolheste bem filha. Quando partes? - e logo um prato o atingiu por cima do terceiro olho.  

Depois das despedidas, de certeza que, foi assim que a "aranha do retrovisor" apareceu.

quinta-feira, novembro 02, 2017

trânsito

Quando chove... quando é véspera de fim-de-semana... quando joga o benfica... quando é hora de ponta... quando não é hora de ponta... quando é Verão e vão todos para a praia... quando há acidentes no caminho... quando há acidentes que se quer, tem, que ver para fazer o orçamento... 
As estradas estão feitas um terreno de batalha onde guerras entre meios de transporte se travam e mágoas de pequenez se afogam, onde as regras para nada servem e onde tudo é passível de ser feito com uma impunidade preocupante... e eu gostava de conduzir...

sábado, setembro 09, 2017

autódromo do Estoril

Vamos lá então pegar numa charrua movida a pedais a que tenho a lata de chamar bicicleta e metê-la num circuito desenhado para automóveis, com um tipo em cima que não percebe nada destas coisas e que vem tentar percorrer 12 voltas completas numa prova de duas horas...
É épico por ser no autódromo do Estoril! Diabo, corri tanto lá, no F1GP da Microprose, que conheço, literalmente, o circuito de trás para a frente!
É épico por ser uma corrida realizada à noite e por ser a primeira em que iria, minimamente, competir (a world bike tour Lisboa foi, e é, apenas um "passeio"),
E é épico porque consegui concluir 13 voltas em 1h58m ficando em 148º (42º da classe) de 249 concorrentes no total (patético resultado, eu sei). 

Curiosidade dos números, entre a volta pessoal mais rápida e a mais lenta, a diferença cifrou-se em cerca de um minuto. Acho que descobri a minha característica... consistência!

sábado, setembro 02, 2017

sinalética não normalizada

Hmmm... será um elevador só para homens ou uma casa de banho móvel?

sábado, agosto 26, 2017

o drama, o horror, a tragédia... da polémica da porto editora

foto do CM (era o que dizia a etiqueta).
No que toca às cores da capa, compreendo perfeitamente a indignação. As crianças (ou antes, os pais), não têm que ser forçados a adquirir uma de duas cores consoante o sexo da criança. É bárbaro limitar as escolhas das cores que se podem usar em qualquer coisa que a crianças diga respeito e, é ainda mais bárbaro, perguntarem "É menina?... Ou menino?" porque o carrinho é cor-de-laranja (ready to race)!
Pior que a capa, dizem os comentadores, que o interior dos livros da polémica eram diferentes, escolhendo como exemplo a foto acima apresentada. Enquanto este pessoal está preocupado com a discriminação de género (não vale a pena falar de igualdade nos ordenados, pois não?), a mim preocupa-me o desfasamento da realidade de todos os que criticam estes livros (em particular as páginas dos labirintos). Será que ninguém percebeu que é aqui que se treina a igualdade de género?! Aos rapazes ensinam a andar mais às voltas, as raparigas ensinam-lhes a serem mais directas, ou será que ninguém reparou que, quando vão às compras, os comportamentos são exactos opostos do que se deseja destes labirintos? Assim equilibram-se as diferenças na geração que se segue! Reduzem-se as discussões, as secas de uns e as demoras de outros! A malta da porto editora é, de facto, visionária!

segunda-feira, julho 24, 2017

histórias da marginal (ou N6)

Por entre um jantar de família, a conversa foi parar a essa "raça do demónio" que são os ciclistas. Sentados do outro lado da mesa, estavam o filho do dono da casa e o sobrinho do dono da casa, se o segundo, que claramente não tinha qualquer preocupação com o facto de já começar a ter campo gravítico próprio, não era fã de qualquer actividade física (salvo a excepção da actividade de mastigar), o primeiro, simplesmente abominava ciclistas. Do lado de cá da mesa, ouvi esta história:
Ia na marginal e quis passar dois ciclistas que iam a par, buzinei-lhes para se encostarem e um deles fez-me sinal "para passar por cima". Esperei que tivesse espaço, passei, meti-me à frente deles, o meu carro é a gasóleo, mandei-lhes duas "gasadas", levaram com um nuvem de fumo preto, depois começaram a reclamar e eu, queres o quê? Agora, anda, passa por cima!

Isto depois de já ter discutido a possibilidade de circular na via que mais se adequa ao destino dentro das localidades, com uma conclusão tirada a ferros, remeter-me ao silêncio não terá sido a minha mais brilhante ideia mas já estava mais que visto que, ali, não ia ter sucesso fosse com que argumento fosse (legal ou cívico).

sábado, julho 08, 2017

oh Camões...

... toma lá mais um pontapé nos tornozelos! 

sábado, dezembro 17, 2016

menina dos olhos

Sem dúvida que se perdeu o encanto e a ternura de outros tempos. Antigamente, a expressão, "a menina dos meus olhos" era usada ao falar de alguém por quem se nutria um sentimento especial... recentemente, ensinaram-me que, na actualidade, "a menina dos meus olhos" é usada quando se quer praticar sexo à bruta e sem sentimento. É chegar, usar para próprio benefício de vaidade e exibição e deitar fora... Ah seu canalha de saca rolhas!


sexta-feira, dezembro 09, 2016

conversas de poupança

O tema inicial era, deveria alguém trocar uma scooter 125cc por outra, da mesma marca, mas com uma função ligeiramente diferente. Se a primeira é mais pequena e mais adequada a andar em cidade, a segunda é maior e mais adequada para trajectos mais longos. 
Muitas opiniões e alguns relatos para a frente e para trás e, começa-se a falar da manutenção e dos custos inerentes a circular com um veículo de duas rodas versus um de quatro. Um automóvel, um smart a gasóleo ou um carro a gpl, seria mais em conta que uma scooter? 
A resposta, assim de cabeça, era não. Primeiro, porque abomino os smart (pelas mais variadas razões) e em segundo, porque já tinha feito umas contas para um carro a GPL versus a scooter e ainda me lembrava delas.
Actualizadas as contas e a resposta foi a seguinte:

Então vamos lá ver das contas (sem contar com o preço de aquisição e respectiva desvalorização para não favorecer ainda mais a PCX).

PCX: desde 02/01/2013 percorreu 41194km até ao último abastecimento e contando com o equipamento (capacete, luvas, casac
o, impermeáveis e tudo o que é necessário para circular em qualquer condição meteorológica), custou no total, 3273.19€ (consumos médios de 2.11l/100km com um custo em combustível de 1272.56€)

Carro a GPL: desde 25/08/2013 percorreu 41252km até ao último abastecimento, custou no total, 3748.24€ (consumos médios de 7.74l/100km com um custo em combustível de 2201.49€)

A PCX trocou pneus aos 23k, pastilhas aos 37k, correia aos 25k e roletes aos 39k. O total das revisões foi 577.12€
Nesta distância, o carro levou amortecedores (245.51€) e um par de pneus (199.75€), se o período de utilização usado para comparação fosse igual, pagaria mais um seguro, mais uma inspecção e mais um selo (cerca de 210€ no total) e custou em revisões 229.72€.

Acrescento ainda que, das 10 revisões feitas à PCX, só a última não foi feita no representante e que o preço das revisões do carro é francamente baixo comparado com o do representante.
Como disse lá mais acima, o que a PCX poupa em combustível cobre bem as despesas que possa dar a mais pelos intervalos de manutenção mais curtos.
E nem sequer quero falar de motores a diesel, porque esses, de certeza, dão mais chatices e despesas de oficina e em combustível do que o exemplo que aqui coloquei.
Contra factos não... ah e tal mas a tua gasta menos que a minha! Aprende a poupar o material!

sábado, outubro 22, 2016

everyday gymkhana

Conduzir debaixo de chuva por entre os buracos, as lombas, as obras, as passadeiras elevadas, as marcações no pavimento, os veículos avariados, os caçadores de polemón e sabe-se lá mais o quê, é que é uma verdadeira Gymkhana! Ken Block, ao lado de qualquer automobilista português... és um menino!