sábado, dezembro 29, 2007

futebol

Longe de mim falar de algo tão banal como o futebol... aliás, eu nem sequer sigo os jogos! E há quem diga que por essa mesma razão, as minhas segundas-feiras são sempre melhores de as dos restantes habitantes deste país. No entanto, acho que já começo a perceber qual o real interesse deste desporto... o interesse é incentivar o consumismo!
Ora vejamos, a maioria dos jogos dão em canal fechado, aos quais apenas se acede por via de pagamento de uma mensalidade de valor algo elevado. De forma a evitar esta mensalidade, o espectador pode simplesmente encaminhar-se em direcção ao café mais próximo numa tarde/noite de jogo, visto que todos os cafés têm televisão por cabo. Ao fazê-lo, é dado adquirido que irá consumir um qualquer género disponível no estabelecimento (nem que seja só um café), e no caso de conhecer outros elementos presentes no estabelecimento, logicamente a despesa será maior (cervejas e condutos). Ao fim do encontro, seguem-se as discussões, mais ou menos acesas, sobre os lances polémicos (até os árbitros ajudam como podem), seguindo-se o pedido da totalidade da despesa... eis que a conta chega. E é precisamente aqui, que as notas mudam de mãos fazendo a incrível máquina da economia (e impostos) funcionar. O dono do café cobra aos adeptos de forma a poder pagar aos seus fornecedores (quer da cerveja, quer do serviço de televisão), os tipos da cervejeira pagam aos que semeiam o cereal para produção de cerveja enquanto a empresa que disponibiliza o serviço de televisão paga aos clubes, os que semeiam o cereal pagam aos que vendem sementes e adubos, os clubes pagam aos jogadores, os vendedores de sementes podem então pagar nos cafés para ver o futebol enquanto os jogadores gastam o dinheiro em cerveja, e eis que se fecha o círculo (e claro está que há sempre a parte dos impostos que vão sendo cobrados ao longo do círculo).
Na minha opinião, deveria ser absolutamente proibido a transmissão de jogos de futebol em canal aberto, não que me queixe de apanhar monumentais secas porque não dá nada de jeito na televisão, mas porque assim se fomentava ainda mais a economia.
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