quinta-feira, fevereiro 07, 2008

violência "doméstica"

 A convivência entre os parquímetros e os automobilistas não foi pacífica desde o começo da relação. Esta má relação vem desde a razão óbvia de deixar lá os trocos em troca de um papel que confere o direito a estacionar o meio de transporte, até ao facto de alguns parquímetros ficarem com as moedas sem razão aparente... e quando isto acontece... pimba!
Imagino um pobre parquímetro entrar num qualquer hospital público, a esperar um horror de tempo (isto é uma variável) para ser atendido, fazer exames, e essas coisas que eu suponho que se fazem nos hospitais... imagino a conversa do médico...
- Pero, de qui te quiexas?
- Tenho aqui uns plásticos partidos, o painel riscado, e o sensor das moedas com os contactos de fora...
- Hmmm... no compreendo... qui te há acontecido?
- Nada xôr doctor...
- Pero, esso no és normal, si? Tienes que dicer lá berdá! Qui te há acontecido?
- Fui agredido xôr doctor... veio um tipo, num carro bonito, chegou-se a mim, e meteu... meteu-me umas moedas na ranhura... eu tava sem talões!... não pude fazer nada... ele começou a carregar-me nos botões e... e...
- Queda-te, ningum monstro ti hacia facer mal aora.
- ... e como o talão não saiu... bateu-me! Bateu-me repetidas vezes! Por duas miseras moedas de 2 euros. Desatou a bater-me como se a culpa fosse minha!
- Mira?! Eras tu?!... Hijo di... pimba!

Quem não quer ser lobo... essas coisas! Pobres dos parquímetros, são de certeza o objecto de "mobiliário urbano" menos compreendido da cidade... filho da... ficou-me com a moeda!! Pimba!
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