domingo, junho 15, 2008

biblô

Todos os temos, coisas inúteis, mais ou menos banais, que temos só para fins decorativos, um contemporâneo tipo de bric-a-brac de Eça de Queiroz... futilidades sem função.
Tenho um peculiar... um carburador duplo (coisa anterior a estas modernices da injecção) de fabrico italiano... um Dell'Orto... coisa para não valer nada nos dias que correm, e sem utilidade possível. Está por cá exclusivamente pelo aspecto "científico" do mecanismo que é, nada mais. Mas há quem tenha inutilidades bem maiores... ao passo que eu tenho apenas uma pequena (mas pesada) peça de automóvel, há quem tenha o automóvel inteiro. Um biblô no valor de, talvez, milhares de euros, com uma despesa fixa de algumas centenas de euros anuais... coisa para consumir cerca de 20 euros de combustível em 8 meses... 8 meses?! Com este as petrolíferas não fazem farinha!
Não obstante o dono desta inutilidade prima pelo sentido de humor unilateral, imbecil e idiota, dono de uma razão que divide Homens de crianças, como que se a fronteira entre ambos os estados fosse traçada por um ritual de iniciação idêntico aos efectuados nas tribos que habitavam estas bandas antes mesmo de haver memória escrita dos acontecimentos... pergunto-me se a mulher dele também estará em casa passivamente a fazer o jantar enquanto ele lê o jornal na sala... irónico, foi facto de quem ele considerava criança ter a resposta certa no momento certo! A capacidade de raciocínio e a lógica do "puto" fez dele um "infant terrible"... e a conversa azedou...
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