sexta-feira, fevereiro 02, 2007

cinzento

Não sei o porquê, estávamos todos dentro da sala, uns sentados outros de pé, mas estávamos lá todos. Algo se passava... Eu estava sentado, e enquanto esperava, ouvi um barulho, mesmo junto ao ouvido direito, contrariei o acto reflexo de enxotar "aquilo" com uma palmada no ar, levei apenas a mão direita a junto da orelha... senti um peso muito ténue sobre a mão... mexendo-me devagar coloquei a outra mão por cima com jeito... era um pássaro! Abri as mãos, ao admirá-lo, tive a certeza que nunca havia visto nenhum como aquele... tinha pormenores particulares no bico e nas patas, conjugados com o próprio tamanho que tinha, que o tornavam diferente. Olhei-o espantado, tal como estavam espantados todos os presentes... agora, já não estava pousado na minha mão, antes saltava dela esvoaçando frenético em direcção aos meus olhos, às bochechas (ou onde elas deveriam estar), ao nariz... fazia-me cócegas com as asas e com o bico... e tão depressa começou com isto, assim saiu porta fora, e eu saí a seguir. Vi-o fugir para cima do telhado, perguntei a quem estava à porta se conhecia aquele pássaro (era alguém que percebia disso)... respondeu-me - Nunca tinha visto nenhum, mas anda aí um bando deles. - e ao olhar na direcção onde ele apontava, havia agora algumas dezenas deles... alegrou-me saber que não era único, só... mas entristeceu-me não o puder distinguir no meio de tantos.
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