quinta-feira, outubro 14, 2010

leave forever

É uma das frases da música que tenho como toque de telemóvel... uma dessas músicas tirada de uma qualquer série de culto nipónica sobre um sujeito meio desligado do mundo que ajuda o pai fazendo entregas durante a noite com um charuto velho sobrevalorizado (dizem alguns) devido à performance nessa mesma série...
Leave forever, já foi coisa que me apeteceu mais fazer... e acabei por fazer, mas ainda me apetece às vezes... afinal de contas o meu equilíbrio, tal como se estuda em transmissão de calor e em termodinâmica, não é este, é algo isobárico, isotrópico, isocórico e mais uma quantidade de iso-qualquer-coisa!
O ritmo a que "queimo" é demasiado acelerado e parece que o mundo não me acompanha, o tempo sim (esse é até mais rápido), mas o mundo não. Os dias sucedem-se de tal maneira que lhes perco a conta (o único mais folgado é domingo, e folgado é nitidamente um abuso de linguagem), desde muito cedo até demasiado tarde, com algum esforço físico e concentração no início, e com demasiada necessidade de concentração na parte final... dormir apenas seis a sete horas não me é natural, dou tantas vezes comigo a fechar os olhos sucumbindo ao sono apenas porque me sento algures e paro durante uns minutos... ao menos no peso não se nota!
Mudei de cores, mudei de filosofia de encarar estas coisas, mudei de atitude, arranquei com o que tinha de bagagem de outra casa, e consegui resultados! Se fiquei satisfeito? Devo dizer que não... em duas "wildcards" despachei uma, inglês técnico, graças à literatura dedicada a um carro alemão (hm?!?) e apenas mais três em seis, nitidamente pouco e resultados tirados a ferros! Pareciam parelhas de números extraídos de uma linha de código binário!
Nas conversas típicas de "o que vais ter agora?" dizem-me, por vezes, que vou bem embalado... lamentavelmente não sinto isso. Queria mais, mais resultados positivos e melhores! Tenho-me socorrido das memórias "da outra casa", e essas não vão durar para sempre, diria mesmo que este semestre será suficiente para esgotar a bagagem que tinha e talvez até suplanta-la, e daí em diante tudo será novo... mas dá-me algum (ou talvez bastante) gozo quando numa disciplina "matematicodependente" pedem para efectuar o cálculo de um integral (cálculo de áreas de forma erudita, vá) e ficam à espera dos resultados pela parte da assistência, essas coisas do demónio acabam por sair de forma algo natural, algo como se fizessem parte do meu cérebro, guardadas num armário ferrugento e poeirento de fechaduras arrombadas numa sala que ninguém visita... dá-me gozo, admito.
No entanto, falta-me tempo, muito tempo, tempo para mim, para dormir, para não fazer ponta de corno, para passar um fim-de-semana (e já eram tão poucos) longe de casa, falta-me tempo para estar de volta do six... diabo! Falta-me tempo até para beber um café com os amigos! E queimo, queimo a uma taxa de variação demasiado elevada... ou despacho isto, ou isto vai dar cabo de mim!
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