quarta-feira, outubro 18, 2006

arrumações

Abomino-as! Ainda mais quando são forçadas, impostas, quando não as quero fazer. Não que tenha um gosto particular pelo caótico, nada disso, nem por ser alérgico ao pó (felizmente), é... é porque é mexer no passado.
É uma sensação semelhante a desfolhar um esquecido álbum de fotografias... lembram-se coisas boas, e outras nem tanto. Isto também acontece porque... guardo tudo. Tudo pode ter utilidade futura, mesmo que na maior parte dos casos acaba por não ter, fica apenas uma memória presa ao objecto (às vezes um simples papel com algo escrito), algo que depois esqueço e enterro, que fica por ali soterrado sobre objectos de uso diário... chaves, cds, canetas, livros, facturas de contas... é algo que prefiro assim... inerte. Remexer, reorganizar, recolocar e "despachar" é o material equivalente a triar o que tenho dentro da cabeça... é parte do que sou, é o percurso até um ponto.
Detesto arrumações... e apesar de esta ser imposta... a altura não podia ser mais adequada. Há outras mudanças, completamente alheias a esta, que merecem ser respeitadas. Um novo presente que, pela importância que adquiriu, merece este "arrumar de casa"... merece que arrume o passado, mesmo que em prejuízo da memória, merece que despache o que só me prende.

(e é tanta coisa que vou acabar por "deitar fora", nem sei por onde começar... )
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