sexta-feira, julho 18, 2008

animal de estimação

O "velhote" por aí anda... ora fazendo testes de ressonância no sofá, ora aproveitando o ar em movimento forçado da ventoinha... sempre disse que de quem menos ele gostaria, dos humanos que habitam a minha casa, seria de mim. Sou algo desligado, nem sempre lhe dou atenção, obrigo-o a ter certos comportamentos, ralho com ele quando faz algo que não deveria... é um cão, e o que eu, como humano, vejo como errado, para ele pode ser certo... acabei por tomar, em certa escala, a posição de "dono". Mas eu não sou dono dele... é um companheiro, um "recipiente vivente de feitio moldável"... moldável em parte! Consegui ensiná-lo a não comer coisas que não deve, a parar antes de passar uma estrada (não olha para ambos os lados, mas não se pode ter tudo) e a sentar-se quando, em estado eléctrico, queria pedir "algo"...
Nunca achei que me visse como seu amigo, acho que me vê antes como uma figura algo negra... talvez entre o medo e o respeito, mas num pormenor contraria esta minha ideia do que "pensará" de mim... quando algo o assusta realmente, é para perto de mim que vêm, e se não estiver presente, é no meu quarto que se abriga/esconde/protege. Talvez para ele, eu afinal não seja tão assustador e, talvez, só talvez, por entre todo aquele pêlo branco macio, que tantas vezes lhe oculta os olhos, ele me veja como um porto de abrigo protector.

Afinal sabes que a "disciplina" é para teu bem, e é assim que demonstras o teu afecto para comigo... bola de pêlo.
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