sexta-feira, setembro 04, 2009

esférico na praia

Nunca tive aptidão para jogar à bola, não tinha em terreno adequado, e muito menos tenho em areia!
A praia, por sua vez, é um local onde... espantem-se... há areia! Muita! Correr é virtualmente impossível e trincar areia é quase uma obrigação, mas ainda assim acedi.
Enquanto fazia uma demonstração de como joga uma pessoa com dois pés esquerdos e ambos destros, as fífias e falhas contribuíram para a animação... e a bola foi parar à terra de ninguém quando um casal passava naquela zona... o homem, que vinha lado a lado com a mulher, começou a andar mais ligeiro deixando a mulher para trás, só para puder dar um chuto numa bola.

Concluí o meu raciocínio, quando já cansado (cinco minutos mais tarde), e já junto dos restantes jogadores, comentei com eles o sucedido. Podes tirar o homem à bola, mas não consegues tirar a bola do homem!
Enquanto são fedelhos pensam que vão ser o maior jogador do mundo (um qualquer, que as modas passam depressa), mais tarde jogam para manter a forma (redonda, a da barriga), mais tarde ainda, quando vêem uma bola, são incapazes de resistir a dar-lhe um pontapé como se de um íman se tratasse, um íman que os atrai de volta ao tempo de criança deixando-os de sorriso nos lábios que levam areia fora quando voltam ao lado da mulher que os acompanha.

Posso perceber por observação, mas não me parece que alguma vez vá sentir essa atracção "esferiforme".
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