quarta-feira, setembro 09, 2009

trovoada

Hoje o dia amanheceu aos soluços, havia pontuais clarões de luz que tentavam incessantemente substituir o astro principal.
Enquanto eu ia alegremente (e "arrepiadamente" a cada clarão) para o trabalho admirando o espectáculo de luz e cor, a grande maioria das pessoas com quem me cruzei confidenciava que (como será possível?) têm medo da trovoada.
Depois de já ter perdido a conta as pessoas que me chamaram, esquisito, estranho, doido e outros sinónimos que indicavam um qualquer estado de problema mental, decidi responder!
Tinha três pessoas presentes, duas delas mulheres (ambas empregadas do café onde tomei o pequeno-almoço), sendo que a terceira era um colega de trabalho (ou como pomposamente se diz hoje em dia, um "colaborador"). A resposta consistiu na apresentação de dois argumentos simples...

- As pessoas têm medo da trovoada quando a probabilidade de morrer num acidente de automóvel é muito mais elevada, e não se vê ninguém na rua aos gritos histéricos quando passa um automóvel.
- As pessoas têm medo do estrondoso som do trovão, quando realmente a descarga eléctrica está no relâmpago.

Continuaram a afirmar que eu era diferente por racionalizar e raciocinar... enfim!
Toda esta conversa levou-me a concluir que milénios de evolução para que a espécie humana tivesse a capacidade para descobrir o que eram as estrelas, para conseguir perscrutar a língua em que se escreve as características dos seres vivos, e no entanto, a humanidade continua a comportar-se como o meu cão... tem medo do barulho de um jornal, independentemente do facto de lhe causar dor física ou não.
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